Tallita entrou para o curso de teatro sem grandes pretensões. A sua inscrição na escola de artes foi meio que por curiosidade, e como ela sempre foi desinibida, resolveu encarar a oportunidade como uma aventura. Sua mãe, e seu pai José Luiz, a princípio, não aprovaram muito a ideia de ver a filha como uma futura atriz; porém, aos poucos, eles foram aceitando, e Tallita ganhando incentivo dos mesmos. Logo, o teatro cativava cada vez mais a jovem, e aquilo que antes era tido apenas como lazer, foi tomando outras proporções. Na época, a atuação para era a grande prioridade de Tallita. Ela recorda que já trocou muitas festas, família, e até mesmo abandonou namorado pela arte ela já fez. "O meu primeiro namorado foi só aos 18 anos, pois eu não tinha tempo. Era só escola e teatro. Pouca gente me aguentava", lembra com humor Tallita.
Foram três anos de cursoaté que, depois de formada, fez um teste para participar do espetáculo "Cemitério de Anjinhos" e passou a integrar a APDT – Associação Pauloafonsina de Dança e Teatro. Daí em diante Tallita passou a fazer os mais variados trabalhos da APDT, entre eles, integrar o elenco do aclamado "Alpercata de Couro Cru". "No começo muitos iniciam o teatro por lazer, só porque gosta… Até porque em Paulo Afonso, com arte não se tem uma grande renda. Mas com o tempo você vai sentindo necessidade de um retorno financeiro. É natural. E o meu pensamente na época, lógico, era de crescer profissionalmente, um dia ganhar muito dinheiro atuando mesmo, sair da cidade… Todo mundo pensa assim", recorda com carinho Tallita, que ainda diz que as amizades são sua melhor lembrança do tempo do grupo de teatro, onde amadureceu muito com o trabalho desenvolvido por Dolores Moreira – sócio-fundadora da APDT.
Há aproximadamente três anos Tallita se afastou dos palcos e, com a vinda da maternidade, o teatro para ela deixou de ser sua principal motivação. Segundo a jovem, ela já "passou por cima" de muita gente pra permanecer atuando junto à APDT, mas o seu filho, hoje com dois anos de idade, é o único ser que ela não "passaria por cima" para continuar se dedicando inteiramente ao teatro. No entanto, o convite do amigo Ítalo Victor para integrar o elenco de "Amadores" proporcionou a Tallita matar um pouco da gigante saudade que tinha de atuar. Ela ficou muito feliz com a oportunidade, ainda mais por se tratar de um gênero com o qual ela se identifica muito, que é a comédia. Para Tallita, a resposta positiva do público com "Amadores" foi gratificante. Ainda segundo a atriz, o grande público foi um estímulo maior para que ela se doasse e se esforçasse mais para fazer o melhor de si, ficando mais do que à vontade diante da plateia. Apesar de não ter nenhum artista como referência de comédia, Tallita crê que o seu alto-astral vem de família. Mas ela confessa, "nem tudo são risos". Perfeccionista, a desorganização é uma das coisas que a deixa bastante mal humorada. "Eu não sou comediante a toda hora, não. Também me estresso com muita coisa!", adianta a moça, que hoje empresta o parte do seu talento ao comércio de Paulo Afonso como vendedora.



