Jornal da Record: Alagoas é destaque nacional em índice de criminalidade

Indice é sete vezes maior que o da cidade de São Paulo

  • 7 de julho de 2011
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Alagoas voltou ao cenário nacional nos índices de violência em uma matéria exibida na noite desta quarta-feira (06) no Jornal da Record, que narrou o caso do desaparecimento do corpo de Carlos Alberto Rocha dos Santos, além de mostrar as deficiências nas delegacias e no IML do Estado.

Carlos Alberto foi executado em 12 de agosto de 2004, com 12 tiros. O acusado de ser o mandante da execução é o Cabo Luiz Pedro. Até o ano de 2007 o IML não havia identificado o corpo.

Após uma denuncia anônima, Sebastião Pereira dos Santos, pai da vítima descobriu que o corpo havia sido periciado e fotografado pelo IML. Carlos Alberto teria sido enterrado como indigente, mas até hoje o corpo não foi encontrado. O corpo de Carlos sumiu, mas o pai disse que não vai descansar enquanto não puder enterrar o filho com dignidade.

Paralelo a vários casos como este, está a falta de estrutura do IML de Maceió, que atende a 58 municípios possui apenas sete geladeiras, enquanto o diretor do IML Gerson Odilon, afirma que seriam necessárias 40 geladeiras para armazenar os corpos.

Falta estrutura também nas delegacias, onde os delegados não possuem gabinetes e não tem onde guardar materiais apreendidos.

Em Alagoas são 107 homicídios por ano para cada cem mil habitantes, de acordo com o que foi exibido no jornal da Record, esse índice é sete vezes maior que o da cidade de São Paulo. Ao terminar a reportagem a apresentadora do Jornal, Ana Paula Padrão, fez um gesto de idignação ao levar as duas mãos a cabeça.