Operação da PF prende médicos e peritos por fraudes contra o INSS

Maceió - AL

  • 14 de junho de 2011
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A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação CID-F, que investiga esquema de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Comandada pelo delegado federal Alexandre Borges, a operação foi deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje e é feita em conjunto com o Ministério Público Federal e Justiça Federal. Os mandados foram expedidos pelo juiz federal André Tobias Granja.

A Polícia Federal divulgou nota sobre a operação, informando que a operação CID-F investiga quadrilha especializada na liberação e concessão de benefícios do INSS. Faziam parte médicos peritos, contadores e servidores do INSS. Pessoas que se beneficiaram do esquema fraudulento, recebendo invevidamente auxílio-doença ou benefícios por invalidez.

Chamada de força-tarefa previdenciária, a operação cumpriu oito mandados de prisão preventiva, 16 de prisão temporária – cinco dias renováveis poor mais cinco – e quatro de condução coercitiva, quando a pessoa é convocada para averiguação, além de 25 mandados de busca e apreensão.

A Polícia Federal não informou os nomes dos presos, porque o processo corre em segredo de Justiça, mas a reportagem do Tudo na Hora teve acesso aos nomes dos médicos Gilberto Costa, Gilberto Freitas e Fabiano Tenório Quintiliano França, além de Paulo Roberto da Silva, John Emerson Valentim Santos, Riley Acioly Ribeiro Santos, Nadja Telma Rodrigues, Maurício Barbosa, Suzana Beariz Silva dos Santos, Luciana Tenório, José Laércio Lira, Ana Dayse de Oliveira, Michele Maria da Silva, Maria Luciana da Silva e Edson Dias dos Santos.

A Polícia Federal informou que entre os presos, estão três médicos peritos e três servidores da agência do Centro do INSS. Escritórios de contabilidade estão citados no esquema e há contadores entre os detidos. "A participação dos contadores consistia na criação de vínculos empregatícios falsos para os beneficiários. As empresas envolvidas na fraude ssão fantasmas", explica a nota da PF.

Os primeiros dígitos do nome da Operação – CID – refere-se à Classificação Internacional de Doenças. O código é usado pelos médicos para identificar a doença do paciente no prontuário de licença e para a concessão de benefícios. A terminação -F foi usada porque, segundo informação da PF, a maioria dos beneficiários do esquema simulava transtornos mentais.

A estimativa é que o esquema tenha causad o prejuízo de R$ 12 milhões aos cofres públicos. Existem evidências de que a quadrilha vinha atuando há três anos.

Os cusasdos foram enquadrados bos crimes de estelionato qualificado, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, imnserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção ativa e passiva, além de falsa perícia. As prisões somadas, em caso de condenação, podem chegar a 40 anos.

O Ministério Público Federal companhou todas as investigaçãoes e encaminhou os pedidos de prisão à Justiça Federal, que expediu os mandados

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