O rendimento médio mensal real dos brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O levantamento indica também que o rendimento domiciliar per capita alcançou R$ 2.264 no período, com alta de 6,9% em relação a 2024, renovando o recorde da série.
Segundo o IBGE, houve crescimento em todas as faixas de renda analisadas, mas a desigualdade voltou a subir em 2025 após ter atingido o menor nível histórico no ano anterior. O movimento foi influenciado por um avanço mais intenso na renda dos estratos mais ricos da população.
Entre os 10% mais pobres, o rendimento médio per capita chegou a R$ 268 mensais, o equivalente a R$ 8,93 por dia, com alta de 3,1% em relação a 2024. Já entre os 10% mais ricos, o ganho foi de 8,7%, com renda média de R$ 9.117 por mês.
No topo da distribuição, o 1% mais rico da população registrou renda média per capita de R$ 24.973 em 2025, um crescimento de 9,9% em comparação ao ano anterior.
De acordo com o IBGE, o resultado reflete um cenário de mercado de trabalho aquecido e maior retorno de aplicações financeiras, fatores que ampliaram os ganhos especialmente entre os grupos de maior renda.





