A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo e encaminhou ao Ministério da Justiça a recomendação de demissão do ex-deputado do posto de escrivão da corporação.
O relatório elaborado pela Corregedoria-Geral da PF foi enviado ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que será responsável por decidir se acata ou não a recomendação de desligamento do servidor.
Em dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro em razão do excesso de faltas às sessões legislativas. Após a cassação e a determinação para que retornasse às atividades na Polícia Federal, a corporação abriu, em janeiro de 2026, um PAD para apurar o abandono do cargo.
Crime de coação
Meses depois, em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, o ex-parlamentar pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros entenderam que ficou comprovada sua atuação no exterior com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento de processos judiciais.
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil no início de 2025 e passou a viver nos Estados Unidos. À época, afirmou que buscava refúgio no país sob a alegação de sofrer perseguição política.




