Capital da energia

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Paulo Afonso (BA), 61 anos de muitas histórias. Parabéns!

  • Por giulianoribeiro.com.br com informações do Wikipédia
  • 28 de julho de 2019
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Divulgação: Paulo Afonso
Divulgação: Paulo Afonso-BA

 

Neste domingo (28), Paulo Afonso, a capital da energia, cidade da água, comemora os seus 61 anos de emancipação política e de muitas histórias. A cidade, bela pela própria natureza, foi construída pela força do povo nordestino.

 

Paulo Afonso é um município brasileiro do estado da Bahia. Foi emancipado em 28 de julho de 1958 do município de Glória. Sua área é de 1 545 quilômetros quadrados e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 117 014[3] habitantes. Sua densidade demográfica é de 68,62 habitantes por quilômetro quadrado.

Faz limite, ao norte com o município de Glória, ao sul com o município de Santa Brígida, a leste com o estado de Alagoas, a oeste com o município de Rodelas e a sudoeste com o município de Jeremoabo. Sua localização geográfica é 9º 24′ 22” de latitude sul e 38º 12′ 53” de longitude oeste.

Na zona rural do município, no povoado de Malhada da Caiçara está situado um museu em homenagem a Maria Bonita, o Museu Casa de Maria Bonita.

 

História

 

O município de Paulo Afonso nos meados do século XVIII era habitado por portugueses que chefiados por Garcia d’Ávila, subiram o rio São Francisco chegando onde hoje está localizada a cidade. Isso os levou devido à fartura de água. Encontraram pacíficos índios mariquitas e pancarus, junto a eles cultivaram a lavoura e a criação de gado, em meados de 1705, padres católicos iniciaram a catequese dos silvícolas, com a intenção de evitar que fossem explorados pelos bandeirantes.

Em 3 de outubro de 1725, o sertanista Paulo Viveiros Afonso recebeu, por alvará, uma sesmaria medindo três léguas de comprimentos por uma de largura. Situada na margem esquerda do rio São Francisco, abrangia as terras alagoanas da cachoeira, conhecida, então como “Sumidouro”. Não se conformando com a área que recebeu, o donatário ocupou, além das ilhas fronteiras (entre as quais a da Barroca ou Tapera), as terras baianas existentes na margem direita, onde construiu um arraial que, posteriormente, se transformou na Tapera de Paulo Afonso. A localidade, procurada como pouso de boiadas, começou a exigir desenvolvimento comercial que atendesse à solicitação de gêneros, por parte, não só dos adventícios, como da população local. O lugarejo já era expressivo núcleo demográfico do município de Glória, quando o Governo Federal, em 15 de março de 1948, criou a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, com a finalidade de aproveitar a energia da Cachoeira de Paulo Afonso. O acampamento de obras localizou-se nas terras da Fazenda Forquilha. Em torno das instalações da Usina cresceu a Cidade.

 

Cachoeira de Paulo Afonso

 

Cachoeira de Paulo Affonso no rio São Francisco, data anterior a construção do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.
As expedições, que iniciaram em 1553 a penetração do rio São Francisco, estão ligadas a história da Cachoeira de Paulo Afonso.

Nos séculos XVI e XVII, de acordo com os arquivos de Portugal e do Brasil, a Cachoeira era conhecida como “Sumidouro” ou “Forquilha”, passando a ter a atual denominação após a concessão de uma sesmaria a Paulo Viveiros Afonso, através do Alvará de 3 de outubro de 1725.

Foi Delmiro Gouveia o pioneiro que, em 26 de janeiro de 1913, inaugurou uma pequena usina de 1.500 HP, hoje paralisada e fez transportar energia elétrica de Paulo Afonso para a localidade de Pedra, atual Cidade de Delmiro Gouveia, sede do município de igual nome, desmembrado do de Água Branca, em Alagoas.

A principal característica de Paulo Afonso e ter sido a primeira usina subterrânea instalada no Brasil. Suas turbinas encontram-se a mais de 80 metros abaixo do nível do rio São Francisco.

 

Geografia

 

Relevo

A área territorial de Paulo Afonso possui relevo formado por planaltos e depressões. A cidade está a 243 metros acima do nível do mar.

Diversos acidentes físicos podem ser encontrados na região, como a Cachoeira de Paulo Afonso, o cânion do Rio São Francisco e o Raso da Catarina.

Vegetação

A vegetação predominante no município é a caatinga. Em Paulo Afonso podem ser encontradas diversas espécies bromeliáceas e cactáceas.[10]

Clima

Paulo Afonso possui clima semiárido, com temperatura compensada média elevada em torno dos 26 graus (°C), chegando próximo dos 35 °C entre novembro e janeiro. Julho é o mês o mais ameno com temperatura girando em torno de 23 °C.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de janeiro de 1962 a abril de 2015 a menor temperatura registrada em Paulo Afonso foi de 12,4 °C em três ocasiões, as duas primeiras em agosto de 1973, nos dias 15 e 16, e a mais recente em 29 de setembro de 1997,[13] e a maior atingiu 39,6 °C duas vezes, ambas em 1963, nos dias 3 de janeiro e 7 de fevereiro.[14] O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de 165,5 milímetros (mm) em 18 de abril de 1988. Outros grandes acumulados foram 157,7 mm em 9 de fevereiro de 1978, 144,2 mm em 22 de dezembro de 2008, 140,3 mm em 29 de março de 1965, 128,8 mm em 9 de abril de 1996, 122,8 mm em 11 de janeiro de 1980, 114 mm em 28 de janeiro de 2003 e 106 mm nos dias 21 de fevereiro de 1964 e 17 de março de 1963. O índice mais baixo de umidade relativa do ar atingiu apenas 13%, na tarde de 13 de dezembro de 1980.

 

Política

 

Atual administração – Poder Executivo.

Prefeito: Luiz de Deus (PSD).

Poder Legislativo.

Em outubro 1958 foi realizada a primeira eleição em Paulo Afonso, no dia 7 de abril de 1959 o município recebeu seus primeiros vereadores. Faltava naquele momento a infraestrutura para comportar os representantes do povo. Mesmo assim, em 14 de abril, foi aprovada a primeira resolução, de autoria da Mesa Diretora da Câmara que era presidida pela vereadora Dinalva Simões Tourinho. Hoje a Câmara Municipal de Vereadores conta com quinze representantes.