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“O estadista mais influente da América Latina”: como a imprensa internacional avalia vitória histórica de Lula

  • 26 de outubro de 2026
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A imprensa internacional acompanhou de perto as Eleições 2026, em especial o segundo turno da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com a reeleição do atual presidente, veículos americanos, europeus e latinoamericanos reproduziram nesta segunda (26) o quarto mandato históico de Lula, que angariou 11 milhões de votos a mais do que no primeiro turno e ultrapassou Flávio Bolsonaro.

Estados Unidos
A manchete do The New York Times, nesta segunda (26), nomeava Lula como “o estadista mais influente da América Latina”, e ressaltou que ele havia “detido a ascensão da direita”. Para o veículo, “a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs fim a uma série de vitórias conservadoras na América Latina”.

Alemanha
O jornal Die Zeit, um dos maiores do país, apresentou como manchete: “Lula triunfa. Mas o clã Bolsonaro não desiste”. Ele aponta que Flávio Bolsonaro “queria destruir a democracia”, mas que a vitória de Lula demonstrou que “é possível derrotar a extrema direita”. Outro veículo diário, o Suddeutsche Zeitung, atribuiu a vitória do petista ao canal no WhatsApp “Exército do Lula”, afirmando que ele teria garantido o triunfo.

França
O Le Monde atualizou a apuração das urnas brasileiras em tempo real no seu website. Ele destacou que Lula conquistou “10 milhões de votos a mais para garantir seu quarto mandato”, que caracterizou como “complicado” devido à composição do atual Congresso Nacional. O veículo avalia que “o presidente reeleito terá de fazer concessões à direita, mas também levar em conta as demandas da mobilização popular que garantiu sua reeleição”.

Argentina
O Clarín dedicou uma editoria completa no website especificamente para as “Eleições no Brasil”. Ao longo das notícias dedicadas ao resultado das eleições, o jornal argentino reforça que “Bolsonaro não reconheceu a derrota e antecipou que pedirá a anulação das eleições”. Outro aspecto abordado na cobertura do veículo foi o  “forte impacto nos mercados”, apontando a desvalorização do real e uma queda nas ações da Mercado Livre, empresa argentina de tecnologia.

Reino Unido
O The Guardian considerou o quarto mandato de Lula como “histórico”, com uma reviravolta “sem precedentes” que representou uma “derrota para o negacionismo”, segundo o jornal inglês.

Rússia 
O jornal russo Sputnik caracterizou a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro como “dramática”, e pôs em destaque que nenhum outro candidato à Presidência na história do Brasil conseguiu reverter uma desvantagem no primeiro turno e se eleger. Para o veículo, no entanto, “Lula agora enfrenta o desafio de governar ao lado do que tem sido descrito como o Congresso mais conservador da história do Brasil”.