O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (15) que não vê motivo para se justificar sobre a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal sob suspeita de comandar um esquema bilionário de fraudes financeiras.
A declaração foi dada dois dias após reportagem do Intercept Brasil divulgar áudios e mensagens em que o senador trata Vorcaro como “irmão” e pede recursos para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões a Flávio. A PF apura se parte dos valores foi usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
“Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás, quando buscava investidor. Quando o Vorcaro era uma pessoa que circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava perto de autoridades. Uma pessoa que era cortejada por todo o país. Ele topou fazer um investimento privado e não tem nada além disso”, declarou o senador.
Flávio participou de um evento no Quartel-General da Polícia Militar, no Centro do Rio de Janeiro, para entrega de equipamentos adquiridos por meio de emenda parlamentar. Ele estava acompanhado do presidente da Alerj, Douglas Ruas, citado como possível nome do PL para disputar o governo fluminense nas próximas eleições.
Durante a agenda, o senador também rebateu críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Na quarta-feira (13), Zema afirmou que ouvir Flávio “cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável” e comparou a conduta às práticas atribuídas ao PT.
Nesta sexta, Flávio respondeu dizendo que o governador “se precipitou”. “Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema”, afirmou.





