A primeira-dama Janja da Silva afirmou que não pretende disputar cargos eletivos e descartou qualquer possibilidade de suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na política. Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo e ao UOL, ela disse que seu foco é apoiar o atual mandato do presidente e, caso ele seja reeleito, aproveitar uma vida mais tranquila ao lado do marido após o fim do governo.
“Não sou candidata a nada, não pretendo ser. Eu acho que meu marido tem uma responsabilidade, agora, de conduzir o país nessas próximas eleições e, se tudo der certo, ter mais quatro anos de mandato”, declarou.
Janja afirmou que, após 2030, deseja viver uma rotina comum ao lado de Lula, destacando que o casal ainda não teve a oportunidade de desfrutar de momentos como uma lua de mel devido aos compromissos políticos.
Durante a entrevista, a primeira-dama também rebateu a avaliação de que o PT ficará sem uma liderança forte após Lula deixar a vida pública. Segundo ela, a responsabilidade pela construção de novos nomes para o futuro da legenda deve ser compartilhada pelo partido, e não atribuída apenas ao presidente.
Janja ainda respondeu às críticas relacionadas às viagens internacionais realizadas durante o governo. Ela classificou como “misoginia” as acusações de que seria uma “gastadeira” e explicou que viaja em classe executiva por motivos de segurança e costuma se hospedar em embaixadas para facilitar a logística das agendas oficiais.
A primeira-dama também defendeu sua atuação no Palácio do Planalto, onde mantém um gabinete e passou a divulgar sua agenda diária após questionamentos sobre transparência. Segundo ela, sua rotina de trabalho representa uma mudança no papel historicamente desempenhado pelas primeiras-damas no Brasil.
“A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente, vou todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade e a imprensa não estavam acostumados com isso”, afirmou.




