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Mais da metade dos jogadores profissionais recebem menos de um salário mínimo no Brasil, mostra pesquisa

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Em maio deste ano o grande astro da Seleção, Neymar, renovou seu contrato com o Paris Saint-Germain até 2025. O valor recebido pelo craque traz a astronômica cifra de R$ 501 milhões por ano, o tornando o terceiro jogador mais bem pago do mundo. O atacante ainda protagoniza o recorde de transferência mais cara do futebol, quando, em 2017, saiu do Barcelona para o PSG por aproximadamente R$1,3 bilhão.

A realidade de Neymar, no entanto, não corresponde à grande maioria dos atletas profissionais no Brasil. Segundo pesquisa realizada pelo portal CupomVálido, com base em dados da CBF, do portal de estatísticas de mercado Statista e da multinacional Ernst & Young, o Brasil tem mais de 360 mil jogadores de futebol espalhados por mais de 7 mil clubes. Desses jogadores, apenas 1/4 são profissionais, e só 49.500 dos atletas profissionais tem o salário mensal acima de R$1.000. Isso significa que mais da metade dos jogadores profissionais que atuam no Brasil (55%) recebem menos de um salário mínimo. A pesquisa ainda indica que apenas 12% dos atletas profissionais de futebol recebe acima de R$5.000 por mês, e 3% recebe acima de R$50.000 mensais.

Porque alguns jogadores tem um salário tão alto? A resposta pode ser explicada pela oferta e demanda: quanto mais difícil de ser substituído, maior será o salário de um jogador. Além disso, os melhores jogadores são muito bem pagos, principalmente por serem protagonistas de um espetáculo que gira cada vez mais dinheiro. Só no Brasil, o futebol é um esporte que movimenta R$52 bilhões.

A receita dos maiores clubes cresce a cada ano com o aumento de publicidade e da popularidade do esporte. Quanto mais os clubes ganham em receita, maior é a disponibilidade para oferecerem salários melhores. Consequentemente, como muitos times disputam os poucos jogadores mais visados, isso faz com que os salários destes aumentem exponencialmente. Ainda segundo a pesquisa do portal CupomVálido, 80% do valor total destes salários, no Brasil, está concentrado em apenas 7% dos atletas