A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir o bloqueio de 32 contas do Instagram, a remoção de 221 publicações e o monitoramento de outros perfis durante o segundo turno. A ação, protocolada em 8 de outubro, também solicita restrições a novos conteúdos críticos ao candidato. As informações são do ICL Notícias.
Entre os alvos estão o coletivo artístico 342 Artes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Mídia NINJA, o Pragmatismo Político e parlamentares como Duda Salabert (PDT-MG), Leonel Radde (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Rogério Correia (PT-MG).
A campanha questiona publicações sobre propostas econômicas e trabalhistas de Flávio, incluindo conteúdos sobre salário mínimo, jornada de trabalho, aposentadorias e programas sociais. Parte das postagens não foi classificada como falsa pelos próprios advogados, mas considerada descontextualizada. Um dos pedidos prevê a suspensão integral do perfil 342 Artes até as 23h59 de 26 de outubro, um dia após o segundo turno.
A ação também solicita que a Meta preserve registros de publicações, conteúdos apagados e dados das contas investigadas. Os advogados pedem multas de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento de ordens pelas plataformas e de R$ 50 mil por publicação irregular atribuída aos demais responsáveis.
Além das medidas contra os perfis, a campanha acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) de se beneficiarem de uma suposta rede organizada de desinformação. A defesa afirma que pretende combater conteúdos falsos sem impedir críticas legítimas e pede a cassação do registro ou diploma da chapa e a inelegibilidade dos responsáveis, caso as irregularidades sejam comprovadas.
Em 10 de outubro, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que a campanha prestasse esclarecimentos em 72 horas antes da análise dos pedidos liminares. Até então, os bloqueios solicitados não haviam sido autorizados.



