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“Clã Bolsonaro pensa mais em si que no país”, diz Alckmin

  • 29 de maio de 2026
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Ao comentar a determinação do Departamento de Estado dos Estados Unidos que classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou ser “lamentável” a atuação da família Bolsonaro nos EUA.

“Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país”, afirmou Alckmin nesta sexta-feira (29). Para ele, a classificação é ruim para o Brasil e “pode ter consequências na área do sistema financeiro, na área da economia”.

Segundo o vice-presidente, a determinação “não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia.” O governo brasileiro é contra a decisão dos EUA através do Departamento de Estado norte-americano. O executivo avalia que a medida, além de não avançar nas ferramentas de combate ao crime organizado já em prática, abre precedentes perigosos para o Brasil.

Ainda em sua declaração, Alckmin afirmou que as novas decisões são “factoides” geradas para desviar a atenção do caso do Banco Master, que é investigado por fraudes financeiras bilionárias. “Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, aí ficam gerando factoides, fatos novos para desviar a atenção da questão do Banco Master, que é gravíssima do ponto de vista de corrupção e de sonegação”, disse Alckmin.

Entenda
No dia 13 de maio, o portal The Intercept Brasil divulgou mensagens e áudios que apontam negociações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme que conta a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O site revelou que o acordo previa repasses de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões.

Encontro entre Flávio e Trump 
Em meio a uma crise de imagem, após as revelações sobre a ligação com Vorcaro, Flávio se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última terça-feira (26). Segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, o senador pretendia tratar de dois temas com o presidente norte-americano: a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e pautas relacionadas à liberdade de expressão em redes sociais no Brasil.

Na quinta-feira (28), o governo norte-americano designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.