Segundo a engenheira ambiental do IMA Geovana Andrade, o projeto prevê o plantio de dez hectares de mudas de espécies nativas, produzidas e doadas pelo Instituto Xingó. "A reposição florestal é uma das condicionantes que foram colocadas para a concessão da licença de instalação", explicou.
As espécies a serem utilizadas deverão ser as mesmas identificadas como pertencentes àquela área e, para tanto, a curadora do Herbário MAC, Rosangela Lyra, também acompanhará esse período de levantamento.
O local que servirá ao projeto piloto está localizado no segundo trecho da obra, entre o quilômetro 45 e o 64,70. A ideia é que a área seja contínua e próxima ao Refúgio de Vida Silvestre (RVS) dos Morros do Craunã e do Padre – a Unidade de Conservação limítrofe com o canal. Todavia, apenas após a fase do levantamento será possível definir o local exato. Em seguida, terá início o trabalho de organização e plantio das mudas.
Desde outubro de 2011 o IMA possui um escritório no canteiro de obras do Canal do Sertão. "Dessa forma, há maior facilidade dos técnicos para manter a fiscalização ativa e constante. Desde que nos instalamos no canteiro, toda semana há pelo menos uma equipe na região para fiscalizar, além de orientar o projeto de reflorestamento e futuros pedidos de renovação de licença", comentou o diretor-presidente do instituto, Adriano Augusto.



