Ex-goleiro Bruno vira faxineiro na cadeia para reduzir a pena

Minas Gerais / MG

  • 30 de novembro de 2011
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O ex-goleiro Bruno Fernandes, preso suspeito de ser o mandante da morte da modelo Eliza Samudio, está trabalhando como faxineiro na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Pelo serviço, o goleiro recebe ¾ do salário mínimo. Além disso, a cada três dias trabalhados, ele tem o direito de abater um dia da pena pela morte da modelo no Rio, no ano passado.
Foi o próprio ex-jogador que pediu para trabalhar. Ele só começou a fazer faxina em junho deste ano, mas as informações só foram divulgadas na segunda-feira (28). Bruno está preso desde julho de 2010.
Julgamento
No dia 24 deste mês, os advogados do ex-atleta entraram pela segunda vez com o pedido de anulação do processo que o jogador responde. O pedido foi feito no STJ (Supremo Tribunal de Justiça).
De acordo com o advogado Patrick Berriel, a juíza Marixa Fabiane Rodrigues não ouviu o delegado Édson Moreira, responsável pelas investigações do caso na época do crime. Ele acredita que isso foi negativo para o processo. A juíza decidiu em dezembro de 2010 que todos os acusados pelo crime fossem a júri popular.
"Ela dispensou o delegado na audiência e disse que não era necessário o depoimento dele. Entendemos que isso prejudicou o caso e o STJ deve decidir se anula ou não o júri popular."
A decisão do STJ deve sair em fevereiro de 2012. Os advogados tentam também com que ele seja julgado em Belo Horizonte e não em Contagem.

Caso Eliza Samudio
O ex-jogador do Flamengo está preso há um ano e três meses, acusado do sequestro e morte de Eliza Samudio, com quem teve um filho. O STJ negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-goleiro no mês de outubro deste ano.
Inicialmente, Bruno foi preso em razão de decreto de prisão preventiva. Em dezembro de 2010, ele foi oficialmente acusado pelo crime de homicídio e a ordem de prisão foi mantida. Atualmente, cinco dos nove acusados pelo crime estão em liberdade.
O corpo de Eliza não foi localizado, mas a investigação policial aponta que o ex-goleiro e outras oito pessoas participaram do assassinato. O motivo seria a insatisfação do atleta com o pedido de pagamento de pensão da jovem.
Eliza Samudio está desaparecida desde o dia 4 de junho de 2010, quando fez um último contato telefônico com uma amiga. Segundo a polícia, ela foi morta e teve seu corpo esquartejado. No entanto, os restos mortais da modelo não foram localizados até hoje.
Desde o início das investigações pelo menos três pessoas do alto escalão da Polícia Civil foram afastadas ou exoneradas do caso.


Fonte: Rede Record