Os assessores e seguranças do suplente de deputado, Talvane Albuquerque- Alécio César Alves Vasco e José Alexandre dos Santos- entraram, nesta quinta-feira, com um habeas corpusno supremo- pedindo a suspensão da ação penal movida contra eles, pela Justiça Federal- até o julgamento do HC. A proposta da defesa é adiar o julgamento.
O pedido está com o ministro Luiz Fux.
A defesa dos réus sustenta a urgência da medida, dada a proximidade do Júri popular que irá julgá-los, o qual poderá ocorrer já no próximo mês.
O retardo na tramitação levou o caso a ser incluído no Programa Justiça Plena, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que monitora o andamento de processos de grande repercussão social.
No início da noite do dia 16 de dezembro de 1998, poucas horas depois de ser diplomada deputada federal reeleita pelo PSDB de Alagoas, a médica Ceci Cunha estava na casa do cunhado Iran Carlos Maranhão, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, em companhia do marido, Juvenal Cunha, e da mãe de Iran, Ítala Maranhão, onde comemoraria a eleição, quando foi morta a tiros por pistoleiros.
As outras três pessoas também foram assassinadas. Ceci Cunha foi atingida no pescoço e nuca por um tiro de espingarda calibre 12, e morreu instantaneamente. Os três parentes foram executados no mesmo local, a varanda da casa. Sem nenhuma chance de defesa.
De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, o então deputado Talvane Albuquerque, na época filiado ao PTN e primeiro suplente de Ceci na Câmara, foi apontado como mandante do crime. Na interpretação do MPF, ele queria o mandato e a imunidade parlamentar que dele adviria. Os assessores e seguranças de Albuquerque, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, foram apontados pelo MPF como executores.
A defesa dos acusados nega a autoria do crime.
Odilon Rios
reporteralagoas.com.b



