Com aulas no sertão, professores dizem que ‘vigilância’ continua

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  • 4 de abril de 2011
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Com aulas no sertão, professores dizem que ‘vigilância’ continua

Professores que atuam no campus de Delmiro Gouveia

Professores que atuam no campus de Delmiro Gouveia da Universidade Federal de Alagoas garantem que a mobilização vai continuar pela finalização do prédio onde deveria funcionar a instituição. Após um atraso de duas semanas, as aulas retornaram na última quarta-feira, 30, em meio a um clima duplo: de um lado, servidores e estudantes que queriam dar continuidade ao ato de protesto; do outro, alunos que se sentiam prejudicados com a falta de aulas pressionaram pelo início do ano letivo, mesmo com os carências. 

Apesar de entrarem em acordo com a reitoria – e com o grupo de estudantes que defendia o retorno das aulas – os integrantes que defenderam a suspensão garantem estar vigilantes com as promessas da direção da instituição. De acordo com o professor Ricardo Silva, durante a última plenária ocorrida antes do início das aulas, ficou decidido que, em 15 dias, a empresa responsável pela construção do prédio deve prestar esclarecimentos diretos a servidores e alunos sobre prazos. 

Os professores da UFAL, em Delmiro Gouveia, informaram que, desde a inauguração da Universidade no Sertão, as atividades estão alojadas na escola estadual Watson Clementino, uma espécie de ‘sede provisória’ que já tem se fixado há mais de um ano, causando transtornos para o processo pedagógico. Entre as reivindicações, o grupo também pede segurança, transporte, restaurante universitário e outras condições que possibilitem o prosseguimento normal de educação no campus.

No entanto, os pontos em acordo entre os dois grupos não foram muito longe. Após reunião plenária que decidiu, por maioria de votos, suspender o dia da inauguração das aulas, que seria no último dia 21, um grupo de estudantes representado pelo Diretório Central local decidiu fazer um ‘movimento paralelo’ e tentar reivindicar do próprio movimento já recorrente a revogação da decisão e retorno das aulas. 

O grupo ‘Aulas Já’ chegou, inclusive, a pedir à reitoria que utilizasse da autoridade para impor aos professores, servidores e outros estudantes, que interrompessem a paralisação. Após um pedido formal de desculpas aos os integrantes do movimento pela paralisação, o grupo fez uma nova plenária, de onde foi decidido que as aulas recomeçariam. "Agora vamos esperar que os prazos sejam cumpridos e que a construção da sede também seja agilizada, mas a manifestação continua".

Fonte: Gazetaweb.com