Publicitário diz que o Turismo de Paulo Afonso não é divulgado, "Nem um portfólio existe!"
Por Vanélio Oliveira
vaneliooliveira@gmail.com
Crédito: CMPA
Vanélio, na Tribuna da Câmara de Vereadores
O publicitário Vanélio Oliveira solicitou a Câmara de Vereadores espaço para fazer uma palestra sobre o turismo sustentável na cidade de Paulo Afonso na sessão desta terça feira (02/03). O mesmo começou sua explanação fazendo referencia ao empreendedorismo de Delmiro que chegou nesta região em 1903 e realizou uma verdadeira revolução industrial com a construção de Angiquinho, plantação de algodão e instalação da Fábrica da Pedra.
Baseado na oportunidade de negocio detectada por Delmiro, o publicitário defendeu que, hoje, Paulo Afonso tem todas as condições de vim a ser um grande centro de visitação turística. A cidade possui atrativos que encanta a todos que visitam Paulo Afonso. Como o passeio de Catamarã pelos Canyos do Rio São Francisco, instalações da Chesf, Igreja de São Francisco, Parque Belvedeere, Praça das Mangueiras, Casa de Maria Bonita, Raso da Catarina e diversas opções para o turismo ecológico.
Demonstrou no plenário os resultados de uma analise de Marketing feita por sua equipe. Neste estudo continha quatro temas:
I – Venda de Ilusão
Toda cidade só tem o desenvolvimento turístico sustentável, efetivado, quando todas as atrações estão em pleno funcionamento e a disposição dos seus visitantes todos os dias.
Paulo Afonso continua sendo vista como a cidade das belas Cachoeiras e dos Esportes radicais. A realidade, é que é muito raro ter água o suficiente para ter Cachoeira e o salto de Bungee Jumping que foi muito divulgado no Brasil e no exterior, tem a Ponte Metálica proibida para a prática deste esporte. Ele deixou uma pergunta no ar: "Quem vai sair de uma cidade para ver um atrativo que não existe em outro local?"
II – Paulo Afonso não é divulgada
Citando a cidade de Canindé do São Francisco como referencia, relatou que a iniciativa privada, Prefeitura de Canindé e Governo de Sergipe investem na divulgação do passeio de Catamarã em jornais de grande circulação, aeroportos, somente em Salvador tem duas rádios FM divulgando o este passeio e ainda conta com outras ações de marketing que são planejada e executadas.
Finalizou esta exposição com uma nova indagação: "Enquanto isso o que Paulo Afonso faz? Nada. Nem um portfólio existe."
III – Chega de conversa. É hora de ação.
No relatório apresentado ficou constado que todas as pessoas que fazem parte do trade turísticos já estão cansadas de ouvir tanta conversa bonita e não ver nada ser feito pelos órgãos competentes. Não existe um roteiro turístico definido, Paulo Afonso não é divulgada, falta revitalização de alguns pontos turísticos como o bondinho, o Touro e a Sucuri, Modelo reduzido, acesso para o passeio de Catamarã de Paulo Afonso… Se não existe a iniciativa para revitalizar, imaginar quando sairia estes novos projetos que dizem existir, deixa todos os que querem que o turismo na cidade aconteça no mínimo desmotivados.
IV – Quem são os responsáveis para que o turismo aconteça.
Chesf, Governo Estadual e principalmente a Prefeitura. Citou em sua apresentação que reconhece que a Chesf colabora e muito ao permitir a visitação em suas dependências e informou que vários donos de agencia vem reclamando da ausência do passeio no Bondinho e a falta da comercialização de lanches na Ilha do Urubu e teleférico.
Falta o Governo Estadual construir uma rodoviária e melhorar o trecho que faz divisa com o município de Canindé.
E sua indignação maior foi com quem é o responsável em planejar, coordenar, conduzir e procurar parcerias para que o turismo sustentável seja efetivado em Paulo Afonso: A Prefeitura Municipal.
Na sua ótica, a Secretaria de Turismo tem dado prioridade a realização de pequenos, médios e grandes eventos. Enquanto não existe uma ação concreta que atraia um grande fluxo turístico para o município. Criticou os recentes dados que a Prefeitura divulgou, informando que o turismo em Paulo Afonso teve um aumento de 30%. Segundo o publicitário esse aumento é insignificante. Segundo ele, o maior indicativo como anda o turismo em Paulo Afonso é a porta dos hotéis com raríssima presença de ônibus de excursão, guias de turismo de braços cruzados aos sábados e domingos por não ter visitantes para atender e os donos de agencia de turismo e os próprios guias tendo que ter outra atividade para sobreviver.
Demonstrando que uma simples ação já traz uma reação positiva. Apresentou no telão o trabalho que vem desenvolvendo e já está trazendo resultados para o turismo local: O projeto consiste em filmar os turistas que fazem o passeio de Catamarã. A cada passeio é entregue a cada grupo presente na embarcação 01 (um) DVD, gratuitamente, contendo as imagens do passeio. Desta forma todos que fizerem o passeio no Catamarã as 11:00 horas aos Sábados e Domingos poderão assistir o seu próprio passeio e espontaneamente divulgar as belezas do Cânion do Rio São Francisco, atraindo conseqüentemente novos visitantes.
Na campanha do "Turismo Forte. Comércio Forte" lançada na cidade em 2010, o empresário teve apoio da Skol, Chesf, G Barbosa, Posto da Ilha, César Seguros, 03 Américas Atual (Absoluta), Disbatel, O Ferrageiro, Editoria Fonte Viva e OzildoAlves.com.br.
Na distribuição dos Dvd’s no Catamarã, de agosto de 2010 até hoje, já contou com a participação da Skol, César Seguros, Tati Peneus, Portal da Ilha, Nandinho Veículos, Geó Argumentos, Maracar Veículos, Editora Fonte Viva, Disbatel, Ascopa, O Ferrageiro, Chácara Oriente, Localiza e Auto Escola 2001.
Segundo o publicitário, quando foi solicitado apoio ao departamento de Turismo da Prefeitura Municipal, informaram que seria necessário que o publicitário procurasse o setor de compras da Prefeitura. Indignado com este descaso, continua lutando pelo turismo sustentável em Paulo Afonso com o apoio do comercio local, Ascopa e Câmara de Vereadores.
Para quem queira colocar a logomarca da empresa como Apoio Cultural nestes DVD que são distribuídos no Catamarã, o empresário pediu para que seja enviado, um email para: vanelioo@bol.com.br. Ele lembra que são apenas 20 espaços e não conterá empresas que exerçam a mesma atividade comercial.



