Deputada renunciou à cadeira na Assembleia para tomar posse no Tribunal de Contas
A ex-deputada estadual Cláudia Brandão (PMN) – indiciada na Operação Taturana, da Polícia Federal, que investigou o esquema de desvio de recursos da Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE) – é a mais nova conselheira do Tribunal de Contas do Estado Alagoas (TCE).
Ela renunciou ao cargo de deputada na tarde desta quarta-feira e deve tomar posse ainda nesta quarta, em solenidade a ser realizada no gabinete do presidente reeleito, Isnaldo Bulhões.
O advogado Fábio Ferrário explica que o recurso foi contra uma decisão liminar da juíza federal Cinthia Brunetta, determinando que Cláudia Brandão teria de esperar o julgamento do mérito. "Entramos com o recurso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, e ontem [terça-feira] foi dado o provimento pela segunda turma do Tribunal, por unanimidade", explicou Ferrário.
O argumento do advogado é o de que a Ordem dos Advogados do Brasil, secional Alagoas (OAB-AL) – que moveu ação a fim de impedir a posse da ex-deputada – não teria legitimidade para tal. "A Ordem não poderia ter interposto essa ação. Só poderia para defesa dos interesses relativos ao âmbito da instituição, e não de forma genérica, como se fosse Ministério Público, que tem uma legitimidade maior. Ela [Cláudia Brandão] detém os requisitos do cargo", esclareceu o advogado.
Contudo, o presidente da OAB-AL, Omar Coêlho, garantiu que irá recorrer da decisão. "Tanto ela, quanto o Cícero Amélio [ex-deputado estadual também indiciado na Taturana e nomeado conselheiro do TC] irão perder o cargo. É só uma questão de tempo", assegurou. Um dos argumentos contidos na ação da OAB trata do tempo de prestação de serviço público, de 10 anos, requisito que Cláudia Brandão não preencheria.
Com a renúncia de Cláudia Brandão, assume em seu lugar o médico Fernando Duarte, também do PMN.
Fonte e crédito: Gazetaweb – reportagem de Bruno Soriano e Marcela Calado



