Investigações de crimes contra moradores estão 61% concluídas

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  • 22 de novembro de 2010
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Investigações de crimes contra moradores estão 61% concluídas

Trabalho da Polícia Civil, em conjunto com a Força Nacional, agiliza inquéritos, que deverão ser concluídos em dezembro

Por Luana Nunes

Ailton Cruz

Jornalistas alagoanos acompanham as revelações feitas pela Polícia Civil

O apelo do governador Teotonio Vilela, cobrando mais celeridade nas investigações dos assassinatos de moradores de rua, deu resultado positivo. Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (22), na sede da Secretaria da Defesa Social, o secretário-adjunto da pasta, Washington Luiz, apresentou relatório que aponta a conclusão de 39 casos de investigação policial. Desse total, 36 são de homicídios, com 23 envolvendo moradores de rua.

De acordo com o secretário-adjunto, sete homens suspeitos de autoria dos crimes estão presos e os outros envolvidos já estão com a prisão preventiva decretada. De todos estes suspeitos, apenas um foi responsável pela morte de pelo menos cinco moradores de rua. "É justamente por isso que consideramos a operação positiva. Conseguimos prender, em menos de quinze dias, o homem que confessou ser autor de boa parte dos homicídios", contou Washington Luiz.

Para este caso, o trabalho policial apontou características de extermínio praticado por um só agente, identificado como Luiz Carlos Soares da Silva Santos, conhecido como "Oreia". De acordo com a polícia, ele trabalhava como vigilante autônomo de um estabelecimento comercial, no Centro de Maceió, e é acusado de pelo menos cinco assassinatos de moradores de rua no bairro da Levada. O vigilante também já se encontra preso.

Com a contribuição da Força Nacional, a Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) anunciaram que 61% dos inquéritos dos casos de homicídios estão concluídos. Segundo o delegado geral adjunto, José Edson, a operação de investigação envolveu 45 oficiais que trabalharam com agilidade e afinco na maioria destes casos. "A Força Nacional não parou para descansar. Do total, 15 inquéritos foram investigados por eles", reconheceu o delegado.

Uma das confirmações reveladas durante a coletiva é que 83% das vítimas assassinadas nas ruas de Maceió e Arapiraca tinham dependência química. O delegado Eraldo Augusco, da Força Nacional de Polícia Judiciária, disse estar orgulhoso por ter contribuído com as investigações da Polícia Civil de Alagoas. "Tivemos o apoio logístico e eficiente da polícia, da Defesa Social e de promotores do Gecoc", revelou.

Os presos – Cássio Cícero Damasceno, o "Cição", acusado de matar José Roberto Fragoso, o "Lobisomen"; Rodrigo Alexandre da Silva, 21 anos, o "Lanchinho", que matou o flanelinha Wanderson Bezerra Félix, o "Timbalada"; José Carlos Neves dos Santos, 26 anos, "Gambá", acusado de assassinar um jovem conhecido como "Piuiu" ou "Fedorento"; José Everaldo da Silva, apontado como matador de Adnelson Araújo da Silva, crime ocorrido no Centro; e José Jorge da Silva, 25, acusado de assassinar a companheira Patrícia Vicente da Silva, em Arapiraca, e arrancar seu coração, estão presos. "Gambá" recebeu da Justiça a liberdade provisória e está solto.

Ailton Cruz

Delegado geral-adjunto da Polícia Civil, José Edson, esclarece os 39 homicídios

Durante entrevista coletiva, o delegado José Edson afirmou que o ex-policial civil Miguel Rocha Neto também está preso por ser acusado de dois assassinatos, sendo um no bairro do Farol e outro no Poço, em Maceió, ocorrido em frente à sede do Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o delegado, outros três policiais civis ainda estão sendo investigados por suspeita de participação na morte de mais uma pessoa.

O governador Teotonio Vilela Filho determinou que até o dia 31 de dezembro, todos os 24 casos de homicídios envolvendo os moradores de rua de Alagoas sejam totalmente concluídos.

Fonte: agenciaalagoas.al.gov.br