Alemão não falou sobre barco a atores

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  • 8 de janeiro de 2009
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Foto: TV Globo/ João Miguel Júnior e Frederico Rozário

 Foto: TV Globo/ João Miguel Júnior e Frederico Rozário

Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert prestaram depoimento nesta quinta-feira, no Rio: casal prestou socorro a alemão em Paraty (Fotos: TV Globo/ João Miguel Júnior e Frederico Rozário)

Em depoimento às 10h desta quinta-feira (8) na 16ª DP (Barra da Tijuca), na Zona Oeste do Rio, os atores Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert afirmaram não ter visto nenhuma embarcação no local onde o alemão Christian Wölffer foi socorrido, na região do Saco do Mamanguá, em Paraty, no Litoral Sul Fluminense. Os dois foram os primeiros a prestar socorro ao empresário, que morreu ao sofrer dois cortes profundos nas costas quando nadava. A polícia suspeita que ele possa ter sido atingido por um barco.

Segundo o delegado Alessandro Petralanda, titular da 167ª DP (Paraty), o casal contou ainda que o empresário alemão estava consciente ao ser socorrido, mas nada disse sobre o acidente.

"Ele estava consciente, mas nada disse. Estava muito fraco, todo cortado", disse o delegado, que veio de Paraty para o Rio para ouvir o casal.

Hospedados na mesma casa

O casal estava hospedado na mesma casa do empresário, que teria chegado um dia antes do acidente. No último dia 31, ao ouvirem seus gritos de socorro, Rodrigo e Fernanda mergulharam no mar, ele a nado e ela a bordo de um caiaque.

"O primeiro a chegar até a vítima foi o Rodrigo. Ele foi a nado e ela de caiaque, chegando em seguida. A vítima foi transportada até o hospital, mas não resistiu", disse Petralanda. "O depoimento deles foi condizente com os das demais pessoas que estavam na casa".

Novas denúncias

Após o anúncio da recompensa de R$ 2 mil, por informações que possam ajudar a esclarecer a morte do empresário alemão, a polícia já recebeu três novas denúncias. Segundo o delegado, são informações sobre pessoas e embarcações que podem ter relação com o acidente e estão sendo investigadas. Petralanda afirmou ainda que estão sendo feitas diligências também no Rio, já que pode se tratar de um turista que já retornou à cidade após as comemoraçòes de reveillon.

"Recebemos três disque-denúncias e os três estão sendo investigados. São denúncias indicando pessoas que nós vamos investigar se são suspeitas ou não", disse Petralanda.

 

Embarcações já passaram por perícia

Até agora, duas embarcações já passaram por perícia. Segundo o delegado, uma delas foi descartada nas investigações, e as outras ainda dependem de laudo técnico. O delegado informou ainda que o professor de educação física, que chegou a prestar depoimento negando qualquer envolvimento com o acidente, continua sendo investigado, assim como o proprietário de um barco encontrado na segunda-feira (5) no Saco do Mamanguá, Litoral Sul Fluminense, que também já foi ouvido pela polícia.

O prazo para concluir o inquérito é de até 30 dias. Após esse período, o delegado ainda vai analisar se pedirá ou não ao Ministério Público uma prorrogação. 

Recompensa de R$ 2 mil

O Disque-Denúncia está oferecendo recompensa de R$ 2 mil para quem der informações sobre o condutor da embarcação que atingiu o empresário alemão. O telefone é (21) 2253-1177. 

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que o empresário alemão Christian Wölffer morreu por causa de dois cortes profundos e um superficial, que provocaram intensa hemorragia.

Christian Wölffer morava nos Estados Unidos onde tinha um dos vinhedos mais conhecidos do mundo, nos Hamptons, em Nova York. Ele conta em seu site que herdou do pai a paixão pelo vinho, e que não tinha experiência neste ramo quando começou o negócio, em 1987.

Fonte: Daniella Clark Do G1, no Rio