A matrícula para alunos da rede municipal de ensino começa nesta terça-feira, 6. Até esta quarta-feira, 7, o serviço será destinado aos alunos que já fazem parte da rede na condição de transferidos, concluintes da pré-escola e oriundos de creches e do 5º ano. Depois, até o dia 23, é a vez de quem é novo na rede municipal. Os alunos que permanecerão na mesma unidade, já realizaram a matrícula no final do ano passado.
Das 8h às 18h, a inscrição poderá ser realizada em qualquer das 411 unidades da rede, inclusive nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Por meio da Matrícula Informatizada Social (Mais), mesmo quem não esteja no local onde deseja estudar pode se matricular. O objetivo é evitar filas nas escolas mais procuradas.
Munidos de carteira de identidade ou certidão de nascimento, os alunos (acompanhados dos pais ou responsáveis, em caso de menor de idade) sairão com o comprovante de matrícula após preencher uma ficha. A empreitada envolve aproximadamente 1,3 mil profissionais, entre técnicos e funcionários das unidades, além de 351 contratações extras.
Até o próximo dia 23, a prefeitura pretende preencher as cerca de 69 mil novas vagas disponibilizadas, 14 mil delas para o 1º ano. A expectativa é que ao final do processo, a rede, que abrange a educação infantil e o ensino fundamental, tenha 175 mil alunos. Calcula-se que, desse total, 110 mil permaneçam na mesma unidade.
FILAS – Neste ano, a Secretaria Municipal da Educação e Cultura (Smec) pretende diminuir as filas reduzindo a quantidade de informações exigidas na efetivação da matrícula. "Antes era preciso preencher três fichas. Agora só pedimos informações como nome, endereço e documentação", disse a coordenadora de Ações Socioeducativas, Tatiana Chaves.
As informações complementares, como tamanho de roupa, número de calçado, restrições alimentares e a ficha médica, serão acrescentadas no início das aulas, previsto para o dia 9 de fevereiro.
A coordenadora descartou a possibilidade de atraso do fardamento pela falta de dados sobre o vestuário dos alunos. "Fazemos a encomenda baseada na faixa etária de cada escola. Os uniformes também não chegam de uma só vez e há possibilidade de troca", explica a coordenadora.
PROCURA – A localização, tradição ou o desempenho dos gestores causam busca mais intensa em algumas unidades. As escolas Municipal Lelis Piedade (Cosme de Farias), Professor Ricardo Pereira (Cajazeiras), Osvaldo Cruz (Rio Vermelho), Maria da Conceição Santiago Imbassahy (Cabula) e Doutor Orlando Imbassahy (São Marcos) são as mais requisitadas. "Não são as mesmas todos os anos. Depende também das informações que a população recebe sobre a atuação de professores e diretores", explica Tatiana.
Já em outras há registro histórico de sobra de vagas, como nas escolas Municipal Clemilda Andrade, Comunitária da Histarte, Abrigo do Salvador e Zulmira Torres (Nordeste de Amaralina). "Em Brotas, há grande concentração de escolas. Por isso não há tanta procura", esclarece a coordenadora, que disse não poder fornecer dados quantitativos sobre a procura, ou não, das unidades por causa da mobilização de toda a equipe com a matrícula.
Fonte: Meire Oliveira | A TARDE




