Crianças supostamente abandonadas são encontradas na rodovia Delmiro – Maria Bode

DG

  • 17 de agosto de 2010
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Crianças supostamente abandonadas são encontradas na rodovia Delmiro – Maria Bode

Os dois meninos, inicialmente, afirmaram que teriam vindo de Guarulhos, interior de São Paulo, trazidos e abandonados na BR – 423 por um homem

Durante o último final de semana, um comerciante que trabalha em Delmiro Gouveia voltava (domingo) de viagem pela rodovia Delmiro – Maria Bode, quando desconfiou do comportamento de duas crianças que de maneira estranha perambulavam sem destino, nas proximidades das obras do "Campus" da UFAL. Resignadamente, ele parou e trouxe-as até Delmiro Gouveia. Aqui, os dois meninos foram levados a um restaurante e após alimentarem-se, foram conduzidos ao Conselho Tutelar.

No Conselho, os menores R. A. F. (9 anos) e G. A. F. (7 anos) foram entregues, e permaneceram, aos cuidados do conselheiro Cícero Martins que providenciou alimentação e acomodação no albergue da Igreja Católica.

Os dois, inicialmente, afirmaram que teriam vindo de Guarulhos, interior de São Paulo, trazidos e abandonados na BR – 423 por um homem ligado a uma suposta tia. Após checar informações junto a o Conselho tutelar daquela cidade paulista, Cícero Martins obteve confirmação de que os dois teriam morado lá, nas proximidades do aeroporto.

No entanto, para surpresa de todos, a avó dos meninos, Maria Teresa, chegou ao Conselho Tutelar, aqui em Delmiro Gouveia, por volta do meio dia de ontem (16), vinda do povoado Marcação no Município de Água Branca. Segundo ela, os meninos moram há dois anos em sua residência, mas os genitores permanecem em São Paulo. A mãe, Tatiane Alves de Oliveira é doente de depressão e o pai está desempregado. Dona Maria também afirmou que seus netos teriam saído de casa para vender uma rifa recebida na escola e não retornaram mais.

Enquanto a avó falava, o garoto de 9 anos teve um ataque de histeria, começou a gritar intensamente, passou mal e foi conduzido até a Unidade e Emergência Dr. Antenor Serpa. Este comportamento estranho parecia mais, um reflexo do temor da criança diante do inevitável retorno.  Após ser liberado, ele foi levado para casa, na companhia de sua avó e de seu irmão.

Pelo sim pelo não, esse caso está sendo encaminhado para o Conselho Tutelar de Água Branca, responsável legal pelo acompanhamento do mesmo.

Redação maisnoticias.net.br