Governo já investiu R$ 245 mil com permanência de bombeiros de outros estados em Alagoas
Executivo gastou R$ 235 mil somente com combustível para os efetivos de SP, RJ e Sergipe; já a equipe da Secretaria Nacional da Defesa Civil está sendo bancada também com alimentação e hospedagem
Maryland Wanderley
Quase cem homens do Corpo de Bombeiros de Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo e da Secretaria Nacional da Defesa Civil estão em Alagoas, desde o dia 22 de junho, ajudando a Corporação estadual nas buscas por mortos e desaparecidos, após a enchente que afetou 21 municípios alagoanos, deixando 15 deles em estado de calamidade pública.
Nos últimos dez dias, o governo do Estado já gastou R$ 10 mil com alimentação e hospedagem voltadas para os dez homens que estão sendo bancados pelo Executivo. Os demais vieram por conta própria e somente solicitaram combustível para abastecer os carros nos trabalhos de buscas.
Segundo dados do diretor presidente da Agência de Modernização de Gestão de Processos (Amgesp), Francisco Beltrão, até o momento, o governo já gastou 75 mil litros de óleo diesel e 30 mil litros de gasolina, o equivalente a R$ 150 mil e R$ 85 mil, respectivamente. O major Sandro Cavalcante, chefe da Assessoria de Comunicação da Defesa Civil, disse que a primeira equipe veio de Sergipe, no dia 22, com 12 homens e dois cães farejadores, para trabalhar na força-tarefa montada para ajudar as vítimas das chuvas.
Outro grupo formado por 30 homens especialistas em busca do Corpo de Bombeiros de São Paulo e 20 do Rio de Janeiro também estão reforçando os trabalhos em prol das famílias afetadas pela tragédia. Outros dez bombeiros da Secretaria Nacional da Defesa Civil estão em Alagoas, a pedido do governo estadual, para ajudar as prefeituras municipais das cidades destruídas pelas chuvas a elaborar o documento de Avaliação de Danos (Avadan). Segundo o major Sandro, a equipe não tem prazo estipulado para terminar o trabalho. De acordo com ele, o preenchimento do documento deve ser criterioso e as prefeituras dos municípios afetados pela catástrofe estão com dificuldades de fazê-lo.
O efetivo de São Paulo e do Rio de Janeiro está atuando mais nas cidades de Branquinha e Santana do Mundaú, cidades bastante devastadas pelas enchentes. Já os bombeiros de Sergipe e parte dos que vieram do Rio de Janeiro estão em Maceió fazendo uma varredura na Lagoa Mundaú, em busca de corpos.
Colchões e cobertores são itens que vítimas mais estão precisando
De acordo com a Assessoria de Comunicação do Corpo de Bombeiros, até esta quarta-feira (30) haviam sido registradas 37 mortes decorrentes das enchentes nos municípios alagoanos, além de 69 desaparecidos; 26.618 desabrigados; 47.897 desalojados; 11.515 casas e 236 prédios públicos destruídos.
O Corpo de Bombeiros agradece a solidariedade dos alagoanos que, sensibilizados, doaram quantidades significativas de alimentos, além de roupas e água mineral. Agora, os bombeiros solicitam que as pessoas doem leite em pó, lençóis, cobertores e colchões, que são os itens dos quais os desabrigados mais estão necessitando.
De acordo com o major Sandro, os desabrigados e desalojados das cidades destruídas pela enchente que castigou Alagoas estão também com carência de utensílios para bebês, a exemplo de mamadeiras, papeiros, chupetas, fraldas descartáveis, entre outros.
A corporação espera que as doações sejam também centradas em absorventes, sabão em pó, esponja de aço e de lavar prato, sabão em pedra, sabonete e xampu; uma vez que são produtos que têm sido pouco doados.
Fonte: Agência Alagoas



