Vilela apela para que civis não entrem em greve

AL

  • 11 de fevereiro de 2010
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Vilela diz que não tem recursos e apela para que civis não entrem em greve

"Ministro da Justiça colocou Força Nacional a disposição", afirmou

Arquivo CadaMinuto

Vilela diz que não tem recursos e apela para que civis não entrem em greve

Durante um encontro com a comunidade do bairro de Chã da Jaqueira, o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB) voltou a declarar que o estado não dispõe de recursos para reajustar os salários dos policiais civis. A categoria decidiu em assembleia realizada na última segunda-feira (08) que estará em greve durante o período de Carnaval.

Vilela aproveitou para apelar aos servidores que não deflagrem a greve. "O reajuste salário é uma reivindicação justas, mas não será a greve que fará com que o Estado conceda a aumento dos policiais. É preciso aumentar a arrecadação, a receita, para então resolver este problema", afirmou Vilela.

Em entrevista, o Secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, afirmou que caso haja necessidade, o Estado vão pedir o apoio da Força Nacional para garantir a segurança dos alagoanos durante a festa de Momo.

"A Força Nacional foi colocada a disposição do Estado pelo ministro da Justiça, mas espero que os civis revejam essa situação e não deflagrem a greve no Carnaval. Se a adesão não for total, conseguiremos assegurar uma festa segura" disse, lembrando que caso haja a necessidade, os militares estarão em Alagoas no prazo de 24 horas.

Greve

Os policiais civis de Alagoas decidiram deflagrar greve durante o Carnaval. A greve da Polícia Civil, que é uma manifestação de protesto devido ao descaso do governo de Alagoas com as reivindicações da categoria, será iniciada a partir da zero hora de sábado, dia 13, estendendo-se até terça-feira, dia 16. E no dia 22, será realizada uma nova assembleia geral de avaliação do movimento.

A orientação do sindicato é que os policiais somente viajem para interior com o pagamento antecipado das diárias. Com greve, foi decidido que o policial somente irá efetuar a prisão em flagrante.

Os policiais civis reivindicam o piso salarial de 1/3 do salário dos delegados de polícia, a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Subsídio, o fim da Operação Asfixia, delegacias 24 horas, revogação das portarias que determinaram o expediente nas delegacias e a convocação para estagiário.

Fonte: Anna Cláudia Almeida /  cadaminuto.com.br