A cidade pólo do sertão alagoano, Delmiro Gouveia, recebeu nos dias 10, 11 e 12 de dezembro de 2009 a I Feira de Economia Solidária dos Territórios do Médio e Alto Sertão. O evento contou com a presença de mais de 30 expositores de 10 municípios do médio e alto sertão alagoano, que levaram para o público local, o artesanato feito do cipó, trabalhos com a fibra do ouricuri, esculturas em madeira, verduras, hortaliças, mel, pimenta, entre outros.
A cerimônia de abertura teve a participação do coral infantil do Peti de Delmiro Gouveia, do grupo de dança cigana da região e foi prestigiada também pelos patrocinadores e organizadores do evento, os representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, do INCRA, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, do Instituto Marista, da Prefeitura local e da comunidade, representada pelo padre da cidade.
"A festa estava muito bem organizada e pudemos ver a movimentação que a feira trouxe para a cidade. Movimenta a vida dos produtores, que têm, finalmente, a oportunidade de mostrar seu trabalho, e da comunidade, que sai de suas casas para prestigiar a feira. Nada melhor do que iniciarmos uma feira de Economia Solidária na cidade de Delmiro Gouveia, pois baseada na história de empreendedorismo do homem que dá nome a essa terra, traduz o espírito do sertanejo que é trabalhador e acredita nos seus sonhos", disse o Superintendente do Trabalho e Emprego em Alagoas, Heth César.
Economia Solidária – É o conjunto de atividades econômicas – produção, distribuição, consumo, finanças e crédito – organizadas e realizadas solidariamente por trabalhadores e trabalhadoras de forma coletiva e autogestionária.
Os três dias de feira serviram também para que as comunidades pudessem se reunir para aprimorar seus conhecimentos, porque foram oferecidos cursos, oficinas como o de comercialização da agricultura familiar e economia solidária e cooperativismo, trazendo a oportunidade de aprimorar o conhecimento dessas comunidades, além do claro incentivo a comercialização direta dos produtos trazidos por cada comunidade.
"Buscamos resgatar a dignidade dessas pessoas através de outro meio de economia e acreditamos que essas iniciativas podem modificar a vida dessas pessoas. Vamos lutar junto ao Ministério do Trabalho para que essas feiras sejam frequentes, pois não podemos perder a criatividade e talento dessas comunidades, isso deve ser mostrado para todo mundo", afirmou em seu discurso de encerramento o Superintendente do Trabalho Heth César.



