Dom Dulcênio frisou que problemas psiquiátricos foram decorrentes de acidente automobilístico
Um dia após a morte do padre do município de Pariconha, Ivanilton de Assis, conhecido como Tito, o bispo da diocese de Palmeira dos Índios, Dom Dulcênio de Matos, emitiu nota oficial apresentando seu parecer sobre o fato. O chefe da Igreja Católica, que acompanhou o sepultamento do sacerdote, ocorrido nesta quarta-feira, no Campo Santo do Agreste, evidenciou os "relevantes serviços prestados" pelo padre ao catolicismo e ratificou os problemas de ordem psicológica que ele vinha passando.
No texto, Dom Dulcênio de Matos frisa que os fiéis da Diocese de Palmeira dos Índios receberam "com profundo pesar e extrema dor a trágica notícia do falecimento do padre Ivanílton de Assis", destacando que todo o clero passa por um "momento doloroso e difícil" e que todos estão mergulhados em "inominável desolação, já que a perda foi grande". Sobre os prováveis problemas psicológicos pelos quais estaria passando o sacerdote, o bispo destacou que ele era vítima de um "distúrbio psicológico grave", decorrente de um "acidente automobilístico".
Segundo o religioso, o padre passou a apresentar um comportamento "incompatível com o exercício do sacerdócio ministerial" e, amparado em uma "expressa e inadiável recomendação contida no laudo assinado por uma competente psiquiatra", o sacerdote foi afastado das suas atividades ministeriais". Fato que teria ocorrido, ainda de acordo com ele, "para o bem dos fiéis e a preservação da integridade física, mental e moral do sacerdote, mediante Decreto canônico".
O bispo salientou ainda que o afastamento temporário ocorreu para que o padre pudesse se "submeter ao devido tratamento". Durante este tempo, Ivanilton de Assis teria permanecido "no seio de sua família, não lhe faltando dedicada atenção dos seus parentes e a constante e efetiva ajuda do chefe do clero diocesano". Por fim, Dom Dulcênio de Matos garantiu que os "fiéis entregam a Deus a alma do padre", e citou uma passagem bíblica contida no livro do apóstolo João, onde é destacado que "àqueles que crêem em Deus, jamais morrerão".
Fonte: www.tudonahora.com.br



