O empresário Nelson José Vigolo, investigado na Operação Faroeste por suspeita de participação em um esquema de compra de sentenças judiciais na Bahia, doou R$ 1,1 milhão à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O valor faz dele o segundo maior financiador da candidatura, que recebeu R$ 20,3 milhões em doações privadas no período.
Dono do Grupo Bom Jesus Agropecuária e empresário do setor rural em Rondonópolis (MT), Vigolo foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), em 2021, por suspeita de integrar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a disputas por terras no estado. Segundo as investigações, o grupo criminoso buscava favorecer interesses econômicos em conflitos envolvendo propriedades rurais.
A denúncia aponta que teria sido negociado o pagamento de R$ 1 milhão a um juiz para que ele se declarasse suspeito em processos de interesse do Grupo Bom Jesus e, assim, não proferisse decisões desfavoráveis à empresa.
Conhecido como “barão do agro”, Vigolo chegou a firmar um acordo de delação premiada e, segundo informações divulgadas à época, teria se comprometido a devolver R$ 20 milhões.
O Grupo Bom Jesus também foi acusado de fraude bilionária em seu processo de recuperação judicial, iniciado em 2016.




