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CIA estaria por trás de operação para favorecer Flávio Bolsonaro, diz ex-agente da agência

  • 6 de outubro de 2026
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O ex-agente da CIA John Kiriakou afirmou ter ouvido de um ex-colega que a agência de inteligência dos Estados Unidos estaria atuando nos bastidores da eleição brasileira para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a suposta estratégia envolveria o plantio de histórias favoráveis ao candidato na imprensa brasileira e internacional. O conteúdo foi publicado originalmente por Jamil Chade, do ICL Notícias.

A declaração foi feita nesta terça-feira (6), durante seu podcast. Kiriakou afirmou que recebeu o relato de um ex-colega durante o fim de semana, mas ressaltou que não sabe se a informação é verdadeira e não apresentou provas que confirmem a atuação da CIA.

“Ouvi um rumor de um ex-colega meu da CIA, neste fim de semana, que a agência está ativamente trabalhando nos bastidores para apoiar Bolsonaro”, afirmou. Segundo ele, a estratégia seria “plantando histórias pro-Bolsonaro tanto na imprensa brasileira como imprensa internacional”.

Kiriakou citou o histórico de atuação da CIA em eleições estrangeiras e afirmou que a agência já teria trabalhado para influenciar narrativas na imprensa. Ele também comentou o cenário eleitoral brasileiro e mencionou o apoio declarado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura de Flávio Bolsonaro.

No início da semana, o ex-agente havia afirmado nas redes sociais que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) há três anos. No podcast, explicou que o contato ocorreu após um assessor de Lula procurá-lo para uma conversa sobre transparência no governo. Entre os assuntos tratados, segundo Kiriakou, estava a violência policial durante o governo de Jair Bolsonaro.

Quem é John Kiriakou

Kiriakou trabalhou para a CIA entre 1990 e 2004. Em 2013, declarou-se culpado por revelar a identidade de um agente infiltrado da agência a um repórter e foi condenado a 30 meses de prisão em um tribunal federal dos Estados Unidos.

Ele ganhou notoriedade em 2007, durante o governo de George W. Bush, ao afirmar em entrevista à rede ABC que a técnica de interrogatório conhecida como waterboarding, que simula afogamento, havia sido utilizada contra Abu Zubaida, detido em Guantánamo.