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Pastor, deputado e aliado de Mendonça: saiba quem é Cezinha de Madureira, alvo de operação da PF

  • 14 de setembro de 2026
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O deputado federal Antonio Cezar Correia Freire, conhecido como Cezinha de Madureira (PL-SP), foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14). Pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, ele é uma figura de influência entre parlamentares evangélicos e mantém proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A PF investiga suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Quem é Cezinha

Cezinha está no segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Ele foi eleito pela primeira vez em 2018 e reeleito em 2022, inicialmente pelo PSD, partido de Gilberto Kassab, antes de migrar para o PL. O parlamentar também teve passagem pela Assembleia Legislativa de São Paulo como deputado estadual.

Fora da política, Cezinha atua como pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira em São Paulo, uma das principais denominações evangélicas do país. Ele tem ligação com o bispo Samuel Ferreira, liderança nacional da igreja. Essa atuação religiosa ajudou a aproximá-lo de outros parlamentares do segmento evangélico.

Relação com André Mendonça

A proximidade com o ministro André Mendonça também faz parte da trajetória política de Cezinha. O deputado participou da articulação para aprovar, no Senado, a indicação de Mendonça ao STF feita pelo então presidente Jair Bolsonaro. Segundo a investigação, essa relação ganhou importância no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Registros obtidos pela PF apontam que Cezinha e o advogado Ciro Rocha Soares atuaram para intermediar uma reunião entre Vorcaro e Mendonça em março de 2025. A investigação busca esclarecer se contatos desse tipo estavam relacionados a negociações envolvendo decisões judiciais.

Por que virou alvo da PF

A operação investiga um grupo suspeito de negociar pagamentos em troca de suposta influência sobre processos em tribunais superiores. Segundo a PF, integrantes do grupo teriam procurado terceiros e combinado valores condicionados ao resultado de ações judiciais. A corporação, porém, afirma não ter encontrado indícios de participação de ministros ou outros magistrados no esquema.

Cezinha foi um dos alvos da terceira fase da Operação Transparência, iniciada em dezembro de 2025 para investigar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Ao longo das apurações, a PF identificou elementos que deram origem à nova frente de investigação sobre suposta negociação de influência em processos judiciais. A operação desta segunda-feira cumpriu quatro mandados em São Paulo e no Distrito Federal, autorizados por Flávio Dino, do STF.