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Grupo investigado por planejar ataques nas eleições compartilhava mapas de prédios públicos de Brasília e manuais de explosivos

  • 4 de agosto de 2026
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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma operação contra um grupo investigado por suspeita de planejar ações violentas em Brasília durante o período das eleições de 2026. Ao todo, oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, são alvo de medidas judiciais cumpridas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, com apoio das polícias civis desses estados.

Segundo a corporação, “entre os elementos identificados estão discussões sobre invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios situados na região central da capital. Além disso, foram compartilhados manuais para fabricação de artefatos explosivos”.

Batizada de Operação Rede Interrompida, a investigação começou após a Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, encaminhar à Polícia Civil um relatório que apontava comunicações mencionando Brasília como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral.

O caso remete ao atentado registrado em novembro de 2024, quando Francisco Wanderley Luiz morreu após detonar um explosivo nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes. Antes da ação, ele havia publicado nas redes sociais mensagens indicando a data e o horário do ataque. Também montou uma estrutura próxima ao local, com carro, trailer e explosivos, sem ser abordado pelas autoridades.