Durante o encontro formativo foram apresentadas orientações sobre acolhimento, encaminhamento e acionamento dos órgãos competentes, reforçando a responsabilidade institucional e individual de cada trabalhador na garantia de um Carnaval seguro para trabalhadores e foliões.
O Secretário Estadual de Cultura, Bruno Monteiro, destacou a importância do Programa Ouro Negro e do Carnaval no Pelourinho, principais vertentes da Secult-BA no Carnaval 2026. “É fundamental que a gente tenha esse encontro, esse diálogo para se reconhecer e também para entender o espaço no qual trabalhamos. Para o Governo do Estado, o Pelourinho é um espaço sagrado e de respeito. Existe uma relação de muita intimidade porque construímos avanços de forma muito respeitosa e sempre em diálogo com quem vive nesse território”, enfatizou Bruno Monteiro.
Combate à violência contra as mulheres e ao racismo
Secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore ressaltou a importância e necessidade de proteger e acolher as pessoas, especialmente mulheres, em espaços públicos. Segundo ela, durante o Carnaval, 97% das mulheres relatam desrespeito nas ruas. Além de serem maioria do público, as mulheres também formam a maioria dos vendedores ambulantes.
“A Sepromi terá uma tenda à disposição, das 14h até as 2h da manhã, em frente à Câmara Municipal, caso alguma mulher precise chegar ali e denunciar. A gente tem a Polícia Civil junto com a gente, mas, se for preciso, estamos lá. É a nossa obrigação, obrigação do Governo da Bahia, e não só do Governo, mas obrigação de cada cidadão e cidadã: é a gente ajudar a cuidar de quem está na festa. Trabalhar no carnaval é participar de um mutirão de cuidado e alegria. Que todos se unam para dar brilho à festa, priorizando a saúde e o bem-estar”, explicou Neusa Cadore.
A secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães, relembrou que racismo é crime e deve ser denunciado. “Aqui no Pelourinho, o Carnaval é pura excelência, onde as famílias trazem as crianças e adolescentes e todas e todos nós, pessoas LGBT’s e representantes de todas as diversidades. Por isso, precisamos estar atentos para que nenhum desses fenômenos que visam excluir, segregar, discriminar, humilhar ou inferiorizar as pessoas tenham lugar. Não existe grupo invisível para nosso governo. Porque as pessoas têm que ter a liberdade e o direito de serem quem são, e ninguém vai impedir isso.”
A Secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) estará com sete postos fixos de atendimento, sendo um posto, dentro do Pelourinho, na Rua João de Deus, número 12. Além desse atendimento, as meninas do “Oxé, me respeite” também podem dar orientação para onde se dirigir para fazer o registro, assim como o pessoal do “Respeito é Nosso Direito” também. O Disque 100 funcionará o tempo inteiro. O Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM/SEPROMI) também funcionará 24 horas durante o Carnaval, pelo perfil do WhatsApp (71) 3117-7448.
Estado de Alegria
Importante ressaltar que o conjunto de ações para o Carnaval de Salvador 2026 resulta de uma integração interinstitucional, centrada no cuidado com a população. As atividades envolvem mais de 40 órgãos estaduais, atuando de forma articulada para garantir uma festa democrática, segura e inclusiva, que contempla mais de 180 atrações sem corda, mais de 150 atrações no Carnaval do Pelô e 250 horas de música, além de apoiar o desfile de 95 blocos de matriz africana (afros, afoxés, samba, reggae e blocos de índios) no Carnaval, por meio do Programa Ouro Negro.
Fonte: Ascom/Secult-BA





