O julgamento dos acusados de matar o empresário Paulo César Farias e sua namorada, Suzana Marcolino, atrai as atenções da mídia nacional para Alagoas. Os pronunciados, quatro militares, chegam aos bancos dos réus 17 anos após o duplo homicídio e deve relembrar mais um crime emblemático, cuja investigação foi marcada por inúmeras reviravoltas e cujo ‘esclarecimento’ é questionado até hoje, sobretudo por familiares de Suzana Marcolino.
PC Farias era personagem central de um episódio da recente política brasileira, que culminou com o impeachement do ex-presidente Fernando Collor. Tesoureiro de campanha e homem de confiança de Collor, PC foi encontrado morto em sua cama, com a namorada, em uma residência em Guaxuma. Duas teses serão debatidas hoje: homicídio seguido de suicídio e duplo homicídio.
Os réus são militares que prestavam serviço à Família Farias: Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva. Todos estão em liberdade. O júri terá início às 13 horas no Fórum de Maceió e será presidido pelo juiz Maurício Brêda. A expectativa é que o julgamento dure toda a semana.
Defesa e acusação devem usar laudos divergentes para sustentar suas teses. De um lado Badan Palhares, do outro, George Sanguinetti. A acusação será conduzida pelo promotor Marcos Mousinho.
Estão arroladas oito testemunhas de acusação e 19 de defesa, entre elas a filha de Paulo César, a jovem Ingrid Farias, que à época teria afirmado ter ouvido uma conversa do seu pai confirmando que pretendia pôr fim ao relacionamento com Suzana Marcolino.



