Conforme José Roberto, o leite distribuído faz parte de um convênio da Seagri com a prefeitura que se responsabilizam em entregar para as pessoas mais carentes do município 700 litros de leite de forma emergencial durante dois meses nesse período da seca. Zé Roberto, como é conhecido, esclarece que ele é quem decide como o produto vai ser entregue para a população.
O gerente regional explica que não entregou o leite na secretaria devido ter recebido uma denuncia de que uma funcionaria da Seagri e candidata a vereadora do município estaria articulando com uma filha, servidora da Assistência, para distribuir o produto de forma eleitoreira a favor dela e do candidato da situação. Devido à delação, Zé Roberto confirma que escolheu a diretora da Unidade Mista da cidade Izabel Cristina Torres, filha de Roberto Torres, para receber o produto. A escolha teria sido realizada por ela dispor no hospital de um local adequado para receber a carga e realizar a distribuição. Mas, não foi preciso, o leite depois acabou sendo descarregado em um salão de festas.
Sobre o uso do cartão do programa social Bolsa Família, Zé Roberto também admite a utilização, mas explica que a finalidade foi somente para o cadastro das 350 pessoas que receberam 2 litros de leite, respectivamente. Quanto à pessoa identificada como Gilson Barros que assinou a nota de recebimento do leite, o gerente afirma que ele era quem estava no local indicado para receber a carga.
Indagado por nossa reportagem se tem ligação com o candidato Roberto Torres, Zé Roberto respondeu que sim, mas não mistura suas aderências políticas com o trabalho



