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Lewandovski quer pessoa que “não se deixe influenciar pela opinião pública” para ser seu sucessor no STF

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Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Com a aproximação de sua aposentadoria compulsória, o então ministro do STF, Ricardo Levandowski, declarou que seu sucessor deva ser uma “pessoa com convicções firmes, coragem, não se deixe influenciar pela opinião pública e respeite os direitos e garantias fundamentais da Constituição”.

Essa será a primeira indicação ao STF do Governo Lula em terceiro mandato, após Lewandovski aposentar-se em 11 de maio deste ano, quando completará 75 anos.

Diante dos atos golpistas de 8 de janeiro e a eventual análise de denúncias contra radicais presos durante o vandalismo às sedes dos Três Poderes, o ministro ponderou que “as instituições continuam. Muitas coisas vão para primeira instância, contra pessoas que não tem foro por prerrogativa de função, algumas permanecerão no STF. A minha saída não vai alterar absolutamente nada”, declara.

O ministro participou, na manhã desta segunda-feira (27), de aula magna na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) com uma palestra com o tema Democracia na Atualidade. Na abertura de sua fala, citou os atos golpistas, qualificando-os como “acontecimentos  que envergonharam o Brasil frente ao mundo”.

“Felizmente os danos foram só materiais. As instituições continuam fortes e firmes. A Constituição Federal é extremamente resiliente, forte e sólida”, destacou.