Também foram empossados, respectivamente, como primeiro e segundo secretários da Mesa o vereador Marcos Pereira (Marquinhos X) e a vereadora Ana Selma.
Com esta determinação, o juiz Eduardo Burichel revoga uma decisão de outro magistrado que proibia provisoriamente a posse da mesa diretora eleita, além de determinar uma outra eleição, nos termos da legislação em vigor, cujos membros eleitos deveriam assumir os respectivos cargos até o julgamento em definitivo da ação.
Entenda o caso
No dia 1 de janeiro de 2009 foi realizada uma sessão ordinária para a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal, para o exercício do biênio 2009/2010 e que, diante da pretensão inesperada do presidente eleito, Luiz José Malta Gaia Ferreira, em realizar, logo após o término daquela sessão ordinária, uma sessão extraordinária para a eleição da mesa diretora concernente ao biênio 2011/2012, os vereadores Pedro Soares Filho, José Márcio de Oliveira, José da Silva Filho e Ricardo Gomes Neto, por entender o ato como uma afronta ao regimento interno do legislativo, retiraram-se do local. Mesmo assim o então presidente prosseguiu com a sessão extraordinária onde a mesa diretora que seria presidida pelo então vereador Evandro Cardoso foi eleita para o biênio 2011/2012.
Os vereadores que se retiram ingressaram na justiça com uma ação para impugnar a eleição daquela diretoria. Para eles a eleição somente podia acontecer no prazo previsto e com a maioria absoluta do quorum. Sendo que deveria haver antes uma convocação oficial para a realização da eleição. A ação foi acatada pelo judiciário que determinou a nulidade do pleito.
Os vereadores autuados entraram com recurso alegando que a ata da sessão extraordinária que elegeu a mesa diretora para o segundo biênio foi aprovada e assinada por todos os vereadores que estariam de acordo com a decisão. Além do mais, a antecipação do pleito seria legitimada na lei orgânica do município.
Após meses em tramitação, foi julgado nesta segunda feira (13) o recurso interpolado pela mesa diretora que era impedida de tomar posse.
Indecisão na Câmara
Após a morte de Evandro Cardoso, três vereadores suplentes do PMN, partido ao qual ele pertencia e foi expulso, antes de ingressar no PT, brigam entre si para assumir a vaga deixada pelo vereador. Até então ninguém foi empossado, o motivo da confusão é desconhecido.
Segundo informações de aliados da oposição no município, a morte de Evandro que fazia oposição acirrada ao prefeito Jarbas Ricardo mudou os ânimos políticos na câmara. Alguns vereadores, comovidos com a tragédia que o vitimou, já analisam suas alianças com o grupo político do prefeito e podem romper com o gestor. Mas, caso todos os edis decidam continuar na base governista, Jarbas Ricardo fica sem opositores no legislativo municipal.
Cardoso pertencia ao G1 da câmara e estava sendo apontado pela oposição para concorrer ao cargo de prefeito nas eleições deste ano. Com sua morte, o grupo ainda não definiu quem será seu candidato para enfrentar o atual gestor ou algum representante seu.



