Prefeituras fazem agrados com recursos do Fundeb no interior

Muios prefeitos fazem que é uma benevolência da parte deles

  • 23 de janeiro de 2012
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 A metade das prefeituras de Alagoas deve pagar salários adicionais aos professores da rede pública de ensino de seus municípios – estima a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal), que representa a categoria. Mas, em vez de ser uma boa notícia, significar um alento ou melhoria das condições salariais para os sofridos profissionais do magistério que trabalham nos cafundós de Alagoas, trata-se de um "atestado de desorganização, de planejamento mal feito", por parte dessas prefeituras.

"Outro problema é que muitos prefeitos querem fazer parecer que é uma benevolência da parte deles – o que não é", diz a presidente do Sinteal, Célia Capistrano.

Ela se refere ao rateio das sobras de recursos repassados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que investiu R$ 95,9 bilhões na rede pública de ensino de todo o país, no ano passado, e deve destinar R$ 114,3 bilhões para o setor este ano.

Pelas regras do fundo criado em 2007 como mecanismo do governo para tentar melhorar os padrões do ensino básico da rede pública, 40% desses totais são para custeio, ou seja: manutenção das escolas. Aí está incluído o salário do pessoal administrativo.