Acusados na morte de Ceci Cunha devem ser julgados em novembro

Arapiraca - AL

  • 4 de outubro de 2011
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A Justiça Federal vai realizar, ainda sem data (provavelmente em novembro), o júri popular dos acusados pela morte da médica e deputada federal Ceci Cunha, de seu marido e de mais dois parentes.

O extenso processo retornou do TRF5 à 1ª Vara Federal no último dia 19 de setembro, depois de analisado o recurso contra a sentença de pronúncia.

No julgamento, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou a realização do júri independentemente do trânsito em julgado da sentença de pronúncia, em razão dos recursos não terem efeito suspensivo. Na prática, significa que fica valendo a decisão de 1ª instância da Justiça Federal em Alagoas que manda os réus a júri popular, apesar dos vários recursos interpostos.

A demora na tramitação levou o processo a ser incluído no Programa Justiça Plena, do Conselho Nacional de Justiça e sob a responsabilidade da Corregedoria Nacional de Justiça, o qual tem a finalidade de monitorar o andamento de processos de grande repercussão social.

São réus no processo o ex-deputado federal Talvane Luiz Gama de Albuquerque Neto, acusado pelo Ministério Público Federal de ser o mandante do crime, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros Silva.

Na noite do dia 16 de dezembro de 1998, horas depois de ser diplomada deputada federal pelo PSDB de Alagoas, a médica Ceci Cunha estava na casa do cunhado Iran Carlos Maranhão, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, em companhia do marido, Juvenal Cunha, e da mãe de Iran, Ítala Maranhão, onde comemoraria a eleição, quando foi morta a tiros por pistoleiros. As outras três pessoas também foram assassinadas. Ceci Cunha foi atingida na nuca e morreu instantaneamente.

De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, o então deputado Talvane Albuquerque, na época filiado ao PTN e suplente de Ceci na Câmara, foi apontado como mandante do crime. Na interpretação do MPF, ele queria o cargo e a imunidade parlamentar que dele adviria. Os assessores e seguranças de Albuquerque, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, foram apontados pelo MPF como executores.

A defesa dos acusados nega a autoria do crime.

reporteralagoas.com.br