Greve de prefeito pode acabar nesta sexta – feira

Paulo Jacinto - AL

  • 26 de agosto de 2011
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Escolas, creches e repartições públicas estão fechadas. No posto de saúde só funciona serviços de emergência. Essa é a realidade de uma cidade que fica a 116 quilômetros de Maceió, Paulo Jacinto. Há cinco dias o município vive uma situação inusitada: uma "greve de prefeito". Tudo isso porque o prefeito Marcos Lisboa está em pé de guerra com os vereadores da cidade.

O prefeito chegou até dá um aviso em um carro de som aos vereadores na última sexta-feira, 19. No anúncio o prefeito intimidou:"Se não aprovarem o pedido de suplementação orçamentária, vou fechar a cidade". Como não foi aprovado, o prefeito cumpriu a promessa e paralisou os serviços de atendimento à população.

Os parlamentares declararam que não aprovaram o pedido de suplementação no valor de R$ 8 milhões porque o prefeito não especificou como iria gastar o dinheiro.

O valor da suplementação é equivalente a 35% do orçamento aprovado para este ano, de aproximadamente R$ 25 milhões, quando a margem de remanejamento permitida é de 13%. Além disso, a Câmara aprovou há apenas dois meses uma suplementação de R$ 6,3 milhões. Sendo assim, os vereadores disseram ainda que a aprovação seria inconstitucional.

Porém, o prefeito disse que desde segunda-feira, 22, o município não tinha como pagar as despesas da educação e principalmente da saúde. "Infelizmente tive que tomar essa atitude. Não queria fechar a cidade, mas tive que fazer porque não tinha como pagar, o PSF está comprometido", afirmou Marcos Lisboa.

O prefeito contou ainda que a Câmara ficou fechada por dois dias, o que dificultou o processo. "Com a Casa fechada não tinha como fazer a apreciação do projeto. E a presidente da Câmara, Tais Canuto, poderia ter usado a boa vontade e ter aprovado, isso evitaria toda essa confusão", frisou Lisboa em entrevista ao Cadaminuto.

Os advogados de ambas as partes começaram um entendimento na noite de ontem (25) e de acordo com o prefeito a situação deve ser resolvida até hoje.

"Agora é a hora de ceder. Tanto eu como a bancada precisamos chegar a um acordo. Se tudo der certo, e hoje for aprovado, as atividades devem ser normalizadas no máximo até segunda-feira (29)", finalizou o prefeito de Paulo Jacinto, Marcos Lisboa.

"Greve de prefeito" pode acabar nesta sexta-feira

por Michele farias

Escolas, creches e repartições públicas estão fechadas. No posto de saúde só funciona serviços de emergência. Essa é a realidade de uma cidade que fica a 116 quilômetros de Maceió, Paulo Jacinto. Há cinco dias o município vive uma situação inusitada: uma "greve de prefeito". Tudo isso porque o prefeito Marcos Lisboa está em pé de guerra com os vereadores da cidade.

O prefeito chegou até dá um aviso em um carro de som aos vereadores na última sexta-feira, 19. No anúncio o prefeito intimidou:"Se não aprovarem o pedido de suplementação orçamentária, vou fechar a cidade". Como não foi aprovado, o prefeito cumpriu a promessa e paralisou os serviços de atendimento à população.

Os parlamentares declararam que não aprovaram o pedido de suplementação no valor de R$ 8 milhões porque o prefeito não especificou como iria gastar o dinheiro.

O valor da suplementação é equivalente a 35% do orçamento aprovado para este ano, de aproximadamente R$ 25 milhões, quando a margem de remanejamento permitida é de 13%. Além disso, a Câmara aprovou há apenas dois meses uma suplementação de R$ 6,3 milhões. Sendo assim, os vereadores disseram ainda que a aprovação seria inconstitucional.

Porém, o prefeito disse que desde segunda-feira, 22, o município não tinha como pagar as despesas da educação e principalmente da saúde. "Infelizmente tive que tomar essa atitude. Não queria fechar a cidade, mas tive que fazer porque não tinha como pagar, o PSF está comprometido", afirmou Marcos Lisboa.

O prefeito contou ainda que a Câmara ficou fechada por dois dias, o que dificultou o processo. "Com a Casa fechada não tinha como fazer a apreciação do projeto. E a presidente da Câmara, Tais Canuto, poderia ter usado a boa vontade e ter aprovado, isso evitaria toda essa confusão", frisou Lisboa em entrevista ao Cadaminuto.

Os advogados de ambas as partes começaram um entendimento na noite de ontem (25) e de acordo com o prefeito a situação deve ser resolvida até hoje.

"Agora é a hora de ceder. Tanto eu como a bancada precisamos chegar a um acordo. Se tudo der certo, e hoje for aprovado, as atividades devem ser normalizadas no máximo até segunda-feira (29)", finalizou o prefeito de Paulo Jacinto, Marcos Lisboa.