Gerente da Vitran diz que Prefeitura de Paulo Afonso não está cumprindo acordo

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  • 26 de novembro de 2010
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Gerente da Vitran diz que Prefeitura de Paulo Afonso não está cumprindo acordo

Dudé: "Um dos agravantes é o número de vans fazendo o mesmo trajeto dos ônibus, e a Prefeitura não toma nenhuma atitude, o que o secretário nos informa, é que não pode fazer nada."

Redação e Edição: Luana Gomes
Reportagem: Carlos Alexadre (Kaká)

Crédito: PMPA
Abril/2010: uma das reuniões realizadas pelo prefeito
Abril/2010: uma das reuniões realizadas pelo prefeito

Em entrevista concedida ao radialista Ozildo Alves, no Programa Tribuna do Povo, da Rádio Betel FM – 104,9, José Mota, mais conhecido por Dudé, gerente da empresa Vitória Transporte de Paulo Afonso (VITRAN), falou sobre os problemas que mais atrapalham o bom funcionamento da empresa. Segundo Dudé, a prefeitura municipal de Paulo Afonso não vem cumprindo os pontos que foram acordados com as empresas em reunião com o prefeito Anilton Bastos. Veja a entrevista:

 

Os passageiros aprovaram algumas mudanças no transporte coletivo urbano, seja em relação a tarifas, ou a posição da roleta?

 

A questão da roleta, é muito relevante, tem usuários que acham positivo, e outros que acharam negativo. No meu ponto de vista, achei positivo, porque o idoso tem seu espaço reservado, só que acabou gerando um constrangimento. Ficou acordado junto a Prefeitura, que a mesma iria colocar fiscais para controlar o acesso, para indicar as pessoas que realmente tinham necessidade de ficarem na parte dianteira, sejam idosos, deficientes, ou gestantes, e isso não aconteceu. No primeiro mês, eu fiquei responsável, só que não dá para manter um fiscal mantendo esse controle. Essa função, para fazer com que as pessoas, pelo menos até se acostumarem, teria ficado com a parte da Prefeitura, isso por um período apenas. Esses fiscais ficariam nos pontos de ônibus. A outra empresa ainda não se adaptou por completo, tendo ainda as roletas na parte traseira, causando um desconforto ainda maior.

 

Você foi um dos defensores, de que a taxa cobrada só deveria aumentar se as mudanças necessárias fossem feitas, para melhor atendimento aos usuários.

 

Eu como administrador da VITRAN reconheço que os nossos transportes são precários, só que infelizmente está muito difícil melhorar. Um dos agravantes é o número de Vans fazendo o mesmo trajeto dos ônibus, e a Prefeitura não toma nenhuma atitude, o que o secretário nos informa, é que não pode fazer nada. Eles fazem uma Blitz durante a manhã, mas no período da tarde, os motoristas voltam a trabalhar normalmente, o que está faltando é mais atitude, para uma Van e não a notifica.

 

Isso tem causado um grande transtorno e prejuízo para a empresa, vocês querem investir, mas infelizmente não estão conseguindo devido à falta de lucratividade, é isso?

 

Exatamente. Eu cheguei a falar com Jonathan da Prefeitura, mas a resposta que ele me deu foi: "Não posso fazer nada, você perde apenas 30% dos seus passageiros". Ele é o responsável pela fiscalização, então foi essa a resposta que ele me deu. Dessa maneira, fica realmente muito difícil, melhorar a empresa.

 

Em sua opinião, a precariedade hoje, dos serviços de transporte coletivo se deve principalmente, pela falta de atitude e de ação por parte da Prefeitura?

 

Por parte da Prefeitura realmente, as Vans, falta fiscalização para que a empresa possa realmente trabalhar e consiga melhorar. Se estivermos perdendo 30% dos nossos passageiros, como vamos melhorar?

 

Tudo isso ficou acordado, nas várias reuniões antes do aumento da tarifa com o chefe do Executivo?

 

Foi sim. Mas, nada foi feito. Na última reunião que foi feita, a Prefeitura exigiu a concessão a VITRAN e da DISBEN, e até hoje a DISBEN ainda não apresentou. Até onde eu sei da DISBEN não existe, não foi regulamentada.

 

Em relação ao tratamento com os idosos, nós temos recebido algumas reclamações de que alguns motoristas, não têm sido muito elegantes com os idosos, alguns ficam na parada e como têm acesso livre, eles vendo ali só os idosos, eles passam direto. Você já recebeu reclamações, nesse sentido?

 

O que eu passo para os motoristas é que eles tratem os idosos, como se fossem seus pais e mães. Fiz uma reunião, tanto com os motoristas, como com os cobradores. Respeitar sempre os idosos. Caso, você pergunte a algum funcionário, ele lhe informará isso. Caso os passageiros não sejam respeitados, peço que entrem em contato com a empresa.

 

Um das reivindicações dos moradores da Prainha é que eles tivessem ao menos um ônibus, passando aqui pela rua principal que é a Herbert de Souza. Assim como também, no Bairro Dernival Oliveira III. Qual a possibilidade dos ônibus fazerem essas áreas?

 

Na Prainha não há essa possibilidade, na última reunião, discutimos esse assunto, porque o ônibus não tem como fazer essa curva aqui próxima ao PCTRAN, e até foi sugerido que a empresa comprasse um microônibus, só que infelizmente no momento a empresa não está disponibilizando recursos para comprar mais um microônibus. E aí entra os 30% que o Jonathan falou.

 

Pergunta do Ouvinte

 

Não sei se é norma da empresa, mas todos os ônibus que rodam no Centenário, quando eles voltam no horário de 11:00 às 12:00  e no horário de 17:00 as 18:00hs, quando chegam ali na Casa das Construções, se tiver pouco passageiro, ele pede que o passageiro desça e espere o próximo ônibus para que ele possa entrar ali na Monsenhor Magalhães e vão para o terminal? Particularmente eu acho isso errado. Ônibus da VITRAN e DISBEN.

 

Isso é uma falta de respeito com o passageiro, isso não pode acontecer de forma alguma, eu peço aos passageiros que quando isso acontecer pegue o número do ônibus, o horário. Eu lhe peço desculpas, mas isso não é norma da empresa. Isso não é orientação da VITRAN.