Novo Mercado/Velho Mercado

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  • 4 de fevereiro de 2010
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Crédito: Reprodução

Lá vem o mercado público de Paulo Afonso tomando forma. É um presente não prometido para o nosso povo. Melhor assim: o realizar, o fazer mesmo, torna mais real a realização; a esperança torna-se realidade. O povão merece conforto. Já sofreu demais. E conforto com obras sólidas é a tônica do grupo que está no poder. A lógica é que o cidadão, aquele que mora na cidade, tenha, nos lugares públicos, o que ainda não tem condição de ter em casa. Acho apenas que mais equipamentos, também sólidos para resistir a depedramentos "naturais", devem ser colocados nessas áreas. Que beleza ver a praça da Marechal Rondon funcionando em dia de festa. As crianças têm o que fazer. Sobem, descem, e exploram as peças espalhadas pela praça.

Vi alguém preocupado sobre se o novo mercado teria um segundo pavimento. A preocupação procede como procederia a preocupação se a estrutura foi pensada para aguentar futuras ampliações. Quero crer que a promessa de termos espaços amplos para fins vários como praça de alimentação, por exemplo, será cumprida. Lembro, de passagem, a ojeriza que o deputado Luís de Deus tem pela nossa mixuruca estação rodoviária.

A área do novo mercado é nobre, central, e não comportaria empreendimento menor. Todas as classes sociais de Paulo Afonso circulam por ali. Nada mais natural que tenham um mercado amplo com conforto e higiene.

A dúvida é o outro tradicional mercado. Que destino terá? Conviverá com o novo sem desejo de reforma? Será que vai se contentar em ser o sapato furado de um pé perfumado? Não podemos deixar de declarar a nossa gratidão ao velho mercado. Não podemos deixar de reconhecer o valor e a garra dos que lá trabalham. O velho mercado de Paulo Afonso foi uma ideia brilhante do prefeito Abel Barbosa. Foi o que foi possível fazer e Abel fez bem feito em parceria com a iniciativa privada. Por tudo isso ele merece ter todos os incentivos possíveis para ser restaurado e conviver harmonicamente com o novo mercado.

Povo que se respeita é povo que valoriza sua história. A consolidação de Paulo Afonso passou por muitas mãos. Sabemos que temos governantes que querem corresponder à confiança neles depositada pelo povo. Nós outros só queremos lembrar; registrar o momento para a posteridade; aproveitar e fazer um pouquinho de literatura.

 

Da Redação PANotícias
renaldocarvalho@pauloafonsonoticias.com.br