Cúpula da Segurança esclarece esquema de fraude no DPVAT

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  • 29 de janeiro de 2010
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Entre os presos estão os advogados Francisco Crispi, Cristiano Gomes de Melo, Kelmane Maycol dos Santos Frei, José Valmor Thiaro de Souza Silva, Carlos André Max dos Anjos e a serventuária Valquíria Malta Gaia Fereira.

Crédito: Priscylla Régia/Alagoas24Horas
Defesa Social concede coletiva sobre operação 'Muleta'
Defesa Social concede coletiva sobre operação ‘Muleta’

A Operação ‘Muleta’ desencadeada na quarta-feira, 27, pela Polícia Civil de Alagoas terminou com um saldo de oito pessoas presas acusadas de fraude no Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT).

Durante entrevista coletiva realizada, durante a tarde, na sede da Secretaria de Defesa Social (SDS) a cúpula da Segurança Pública do Estado divulgou os nomes dos envolvidos na fraude e esclareceu ainda como o esquema era montado.

Segundo informações do secretário adjunto da Defesa Social, Washington Luiz, foram cumpridos 10 mandados de prisão e de busca e apreensão em Alagoas (Maceió, Arapiraca), e Sergipe (Canindé do São Francisco e Nossa Senhora das Dores).

Os mandados expedidos pela 17ª Vara Criminal foram cumpridos em residências e repartições públicas. Entre os presos estão os advogados Francisco Crispi, Cristiano Gomes de Melo, Kelmane Maycol dos Santos Frei, José Valmor Thiaro de Souza Silva, Carlos André Max dos Anjos e a serventuária Valquíria Malta Gaia Fereira.

"Quanto ao esquema, os advogados eram os responsáveis por recrutar as supostas vítimas de acidentes e preparar os processos. Com isso, o processo era remetido ao 1º Juizado de Arapiraca com a ajuda da diretora de secretária do Judiciário, Valquíria Malta. O valor definido passava por uma sentença e quando aprovado era repassado ao advogado e dividido entre os integrantes", explicou Washington Luiz.

Durante a operação, dois corretores de seguros – Manoel Jailton Feitosa e Jânio Gomes da Silva – foram detidos em Sergipe. No momento da prisão, foram encontradas armas. Os acusados também responderão na Justiça sergipana por porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil ainda não sabe precisar quanto os golpistas lucraram com o crime, mas afirmam que cada indenização podia chegar a R$13.500. "No escritório da serventuária encontramos pelo menos 12 processos que podem fazer parte do esquema. No entanto, serão objetos de investigação", disse o diretor geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco.

Os advogados e a serventuária foram encaminhados ao Corpo de Bombeiros. Já os corretores ficarão à disposição da Justiça na Casa de Custódia da Polícia Civil. O grupo responderá por estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos e corrupção ativa e passiva.

DaRedação PANotícias/www.alagoas24horas.com.br/
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