Alagoano de Mata Grande suspeito de ter doença da Vaca Louca está em estado grave

Mata Grande

  • 21 de novembro de 2009
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

 

Paciente está internado no Hospital Universitário

É grave o estado de saúde do alagoano que é suspeito de ter contraído a doença da Vaca Louca – chamada de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). O rapaz, de 30 anos, está internado no Hospital Universitário e pode ser o primeiro brasileiro a ser vítima da doença, que pode levar à morte já que não tem tratamento.

De acordo com a assessoria do hospital, a família do alagoano veio de Mata Grande para acompanhá-lo no hospital, mas ele está isolado em uma enfermaria. O médico que está cuidando do paciente, o neurologista Fernando Gameleira, tranquiliza as pessoas, afirmando que não se trata de uma doença com risco de transmissão.

Mas, sobre a confirmação da doença, o neurologista afirma que aguarda o resultado dos exames, o que deve sair em até oito dias.

Doença

É uma moléstia crônica degenerativa que afeta o sistema nervoso dos bovinos provocando o descontrole motor. As células morrem, e o cérebro fica com aparência de esponja. A vaca passa a agir como se estivesse enlouquecida. A doença também pode se manifestar em seres humanos, conhecida como: "doença de Creutzfeldt-Jakob" e em ovinos onde a doença é conhecida como "scrapie".

O agente causador da doença não é um vírus, bactéria ou parasita. Trata-se de uma proteína anormal chamada príon.

Surgimento

A doença surgiu no Reino Unido, em 1986 e se disseminou para outros países da Comunidade Européia , devido à reciclagem, sem controle, de carne, ossos, sangue e vísceras usados na fabricação de ração animal. Em 1995, um inglês de 19 anos foi a primeira vítima da doença de Creutzfeldt-Jakob cuja origem foi atribuída à ingestão de carne contaminada.

Vários casos de encefalopatias em pessoas foram constatados, devido ao consumo de carne de animais contaminados. De lá para cá, a doença, que dizimou rebanhos na Europa, já foi detectada em vários países, entre eles no Canadá e, recentemente, nos Estados Unidos. No Brasil, o uso da proteína animal na fabricação de ração para bovinos é proibido e o risco de desenvolvimento da doença é mínimo, já que a maior parte do rebanho nacional se alimenta de pastagens. Não existe casos registrados no Brasil.

Fonte: tudonahora.com.br