"Colocar um aumento de 60% em uma hora de trabalho chega a ser imoral" disse o líder da oposição, vereador Celso Brito referindo-se ao reajuste da hora extra dos médicos dos PSF’s de Paulo Afonso. Para o grupo da oposição, o reajuste não deve ser aceito principalmente pelo fato dos médicos não cumprirem sua carga horária.
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Vereador Celso Brito
A Prefeitura Municipal de Paulo Afonso enviou aos vereadores da Câmara Municipal da cidade o projeto de lei complementar 001/ de 19 de outubro de 2009 para ser analisado o aumento de R$30,00 para R$50,00 a hora plantonista dos médicos do PSF’s do município.
Na última sexta-feira, 06, sessão antecipada da próxima terça-feira, 10, o projeto enviado pelo prefeito Anilton Bastos foi votado e a bancada da oposição vetou a aprovação do mesmo que, segundo o líder da oposição, Celso Brito (PSB), tem vários motivos para não ser acolhida. "Esse aumento significa mais de 60% só na hora extra do médico e este não ganha em seu plantão apenas o valor correspondente, que é atualmente de R$30,00/hora, mas ganha por todo procedimento; aí ter um aumento desses com as inúmeras queixas que recebemos de que os médicos não cumprem sua carga horária nos PSF’s, nós não concordamos" afirmou o vereador Celso complementando "A carga horária do médico é de 40 horas/semana, tem médico que só vai para o PSF três vezes por semana totalizando 12horas/semana que, ao final do mês, soma 48horas/mês, isso é um absurdo". Os médicos dos PSF’s têm o salário fixo no valor de R$ 7000,00.
"A bancada fechou questão, não concorda com esse projeto e por isso rejeitou, foi um medida bastante coerente, sensata, onde nós olhamos principalmente o compromisso dos profissionais para com a comunidade e olhamos também o benefício que isso iria trazer para o comunidade e vimos que não havia nenhum benefício" afirmou Celso deixando claro que não é a elevação do valor da hora extra do profissional que vai fazer com que ele tenha mais compromisso com a população e sim uma campanha de conscientização da importância destes para com a sociedade. "Eles assinaram contrato sabendo o valor que iam receber e a carga horária que tinham que cumprir, não é por que o profissional assumiu um cargo público que ele deve trabalhar quantas horas quiser, isso é falta de disciplina" concluiu Celso.
Da Redação PAN
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